Economia

Caged: 4 de 5 setores têm saldo positivo de empregos em março

Resultado de 228 mil vagas supera projeções; agropecuária é a única com queda

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 14:56 • Atualizado em 29/04/2026 • 14:56

Empregos na indústria

Empregos na indústria

Gabriel Rosa/AEN

Resumo

Divulgação do Novo Caged mostra saldo positivo de empregos em quatro dos cinco principais setores da economia brasileira em março, com exceção do setor agropecuário, que fechou 18.096 postos.

Criação líquida de 228.208 vagas supera estimativas do mercado, com destaque para os setores de serviços (152.391 vagas), construção civil (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267).

Desempenho dos estados aponta saldo positivo em 24 das 27 unidades da federação, liderados por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto o salário médio real de admissão registra queda de 0,7% em relação a fevereiro, mas alta de 1,8% na comparação anual.

Quatro dos cinco principais setores da economia brasileira apresentaram saldo positivo de empregos em março, de acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

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O país registrou a criação líquida de 228.208 vagas no período, resultado acima do teto das estimativas do Projeções Broadcast, que previa até 220 mil postos. A mediana das projeções era de 155.894 vagas, com piso de 53.156.

A exceção foi o setor agropecuário, que fechou 18.096 postos de trabalho. Os demais segmentos tiveram desempenho positivo: serviços liderou com a abertura de 152.391 vagas, seguido pela construção civil (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267).

Entre os estados, 24 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo em março de 2026. Os destaques foram São Paulo, com 67.876 vagas criadas, Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). Já os resultados negativos foram observados em Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.350,83 no mês, uma queda de R$ 17,50 (ou 0,7%) em relação a fevereiro, quando era de R$ 2.368,33. Na comparação com março do ano passado, houve alta de R$ 41,80, equivalente a um avanço de 1,8%.