Economia

Dívida bruta do governo vai a R$ 10,6 tri e sobe a 81,1% do PIB em maio

Indicador ficou perto do pico da pandemia e dívida líquida alcançou 67,9% da economia

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 10:39 • Atualizado em 30/06/2026 • 11:42

Estoque da dívida bruta passou de R$ 10,443 trilhões em abril para R$ 10,622 trilhões em maio, segundo o BC

Estoque da dívida bruta passou de R$ 10,443 trilhões em abril para R$ 10,622 trilhões em maio, segundo o BC

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 80,2% para 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e maio, informou o Banco Central nesta terça-feira (30).

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Alta nominal e comparação com a pandemia

Em valores nominais, o estoque da dívida bruta passou de R$ 10,443 trilhões em abril para R$ 10,622 trilhões em maio, segundo o BC.

O dado de abril foi revisado de 80,4% para 80,2% do PIB. Mesmo assim, o nível atual se aproxima do pico registrado em dezembro de 2020, quando a DBGG alcançou 87,6%.

No outro extremo da série, o menor patamar ocorreu em dezembro de 2013, com a dívida bruta em 51,5% do PIB, o que mostra o avanço consistente do endividamento em pouco mais de uma década.

Medição pelo FMI e impacto sobre o risco

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), que utiliza critérios diferentes dos do Banco Central, a DBGG passou de 92,9% para 94,3% do PIB entre abril e maio.

O indicador da dívida bruta inclui o governo federal, os governos estaduais e municipais, mas exclui o Banco Central e as empresas estatais. Ele é uma referência importante para agências de classificação de risco ao avaliar a capacidade de solvência do País.

Quanto maior a dívida em relação ao PIB, maior é a percepção de risco de descumprimento das obrigações financeiras, o que pode encarecer o financiamento do governo e pressionar juros futuros.

Dívida líquida também aumenta

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta ativos como as reservas internacionais do Brasil, também avançou. O indicador subiu de 67,2% para 67,9% do PIB entre abril e maio.

Em termos nominais, a dívida líquida atingiu R$ 8,898 trilhões no mês passado. A combinação de alta da dívida bruta e da líquida mantém o tema fiscal no centro do debate sobre a sustentabilidade das contas públicas e a confiança de investidores.

Com informações do Estadão Conteúdo.