
Estoque da dívida bruta passou de R$ 10,443 trilhões em abril para R$ 10,622 trilhões em maio, segundo o BC
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 80,2% para 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e maio, informou o Banco Central nesta terça-feira (30).
Alta nominal e comparação com a pandemia
Em valores nominais, o estoque da dívida bruta passou de R$ 10,443 trilhões em abril para R$ 10,622 trilhões em maio, segundo o BC.
O dado de abril foi revisado de 80,4% para 80,2% do PIB. Mesmo assim, o nível atual se aproxima do pico registrado em dezembro de 2020, quando a DBGG alcançou 87,6%.
No outro extremo da série, o menor patamar ocorreu em dezembro de 2013, com a dívida bruta em 51,5% do PIB, o que mostra o avanço consistente do endividamento em pouco mais de uma década.
Medição pelo FMI e impacto sobre o risco
Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), que utiliza critérios diferentes dos do Banco Central, a DBGG passou de 92,9% para 94,3% do PIB entre abril e maio.
O indicador da dívida bruta inclui o governo federal, os governos estaduais e municipais, mas exclui o Banco Central e as empresas estatais. Ele é uma referência importante para agências de classificação de risco ao avaliar a capacidade de solvência do País.
Quanto maior a dívida em relação ao PIB, maior é a percepção de risco de descumprimento das obrigações financeiras, o que pode encarecer o financiamento do governo e pressionar juros futuros.
Dívida líquida também aumenta
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta ativos como as reservas internacionais do Brasil, também avançou. O indicador subiu de 67,2% para 67,9% do PIB entre abril e maio.
Em termos nominais, a dívida líquida atingiu R$ 8,898 trilhões no mês passado. A combinação de alta da dívida bruta e da líquida mantém o tema fiscal no centro do debate sobre a sustentabilidade das contas públicas e a confiança de investidores.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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