Economia

Dólar cai para R$ 5,16 com sinalização de Trump sobre fim de conflito

Moeda americana registrou queda de 1,52% nesta segunda-feira (9) acompanhando a melhora do humor no exterior e o impacto da alta do petróleo no real

Da redação
DA REDAÇÃO

09/03/2026 • 18:00 • Atualizado em 09/03/2026 • 18:09

Dólar

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REUTERS/Lee Jae-Won

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em forte queda no mercado doméstico, cotado a R$ 5,1641, uma desvalorização de 1,52%. Este é o menor valor de fechamento da moeda americana desde 27 de fevereiro, período que antecedeu o início dos ataques ao Irã.

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O movimento de recuo foi acentuado na última hora de negócios, impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou que o conflito no Oriente Médio está próximo do fim.

Em entrevista à rede CBS, Trump afirmou que as forças militares americanas estão "bem adiantadas" em relação ao cronograma inicial e que a capacidade bélica iraniana — incluindo Marinha e Força Aérea — foi severamente atingida. A sinalização de que a guerra pode ser encerrada em curto prazo promoveu um alívio imediato no apetite ao risco global, fazendo com que o índice DXY, que mede a força do dólar contra moedas fortes, também invertesse a tendência e passasse a operar no terreno negativo.

Petróleo e o protagonismo do real

A dinâmica dos preços do petróleo foi o principal condutor do humor dos investidores durante o dia. Após atingirem picos próximos a US$ 120 por barril pela manhã, devido ao temor de um prolongamento do conflito sob a nova liderança linha-dura de Mojtaba Khamenei no Irã, os preços do barril (WTI e Brent) recuaram no pregão eletrônico logo após as falas da Casa Branca. Mesmo com a volatilidade, a commodity ainda acumula alta superior a 20% apenas no mês de março.

Nesse cenário, o real apresentou o melhor desempenho entre as divisas de países emergentes e exportadores de matérias-primas. Segundo a análise do economista Robin Brooks, do Brookings Institute, a valorização do petróleo gera um "choque positivo enorme" nos termos de troca para o Brasil, atraindo fluxo de capital. Brooks comparou o movimento atual à dinâmica observada após a invasão da Ucrânia pela Rússia, classificando o contexto como o "momento ideal para o real".

Com informações do Estadão Conteúdo