Economia

Genial/Quaest: 44% dizem que economia do Brasil piorou nos últimos 12 meses

Levantamento mostra que alta dos preços dos alimentos e perda do poder de compra influenciam a percepção negativa da economia; 39% acreditam em melhora nos próximos 12 meses

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2026 • 08:09 • Atualizado em 11/06/2026 • 10:57

Marcello Casal JrAgência Brasil

Resumo

Levantamento Genial/Quaest indica que 44% dos brasileiros percebem piora na economia nos últimos 12 meses, enquanto 33% avaliam estabilidade e 20% registram melhora, com variações dentro da margem de erro.

Percepção sobre preços dos alimentos revela aumento para 69% dos entrevistados, queda no poder de compra para 67% e dificuldade maior para conseguir emprego para 53%, apontando fatores que influenciam o pessimismo econômico.

Expectativa futura mostra otimismo, com 39% acreditando em melhora da economia em um ano, sendo o estudo realizado entre 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais, margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE BR-07661/2026.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que 44% dos brasileiros consideram que a economia do país piorou nos últimos 12 meses. O índice representa uma queda de 2 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em maio, variação que está dentro da margem de erro.

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Já 33% dos entrevistados avaliam que a situação econômica permanece igual à de um ano atrás, avanço de 3 pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior. Outros 20% afirmam que a economia melhorou no período, recuo de 2 pontos percentuais em relação a maio.

A percepção sobre os preços dos alimentos aparece como um dos fatores que podem influenciar essa avaliação. Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados disseram que os alimentos ficaram mais caros nos últimos 12 meses. Para 22%, os preços permaneceram estáveis, enquanto apenas 7% relataram queda nos valores.

O estudo também investigou a percepção sobre o poder de compra. Para 67% dos participantes, os brasileiros têm hoje menos capacidade de consumo do que há um ano. Outros 19% acreditam que o poder de compra se manteve no mesmo patamar, e 13% consideram que houve melhora.

Em relação ao mercado de trabalho, 53% dos entrevistados afirmaram que está mais difícil conseguir emprego atualmente do que há 12 meses. Por outro lado, 36% avaliam que encontrar uma vaga está mais fácil, enquanto 6% não percebem mudanças no cenário.

Apesar da avaliação predominantemente negativa sobre o momento atual, as expectativas para o futuro são mais otimistas. A pesquisa mostra que 39% acreditam que a economia estará melhor daqui a um ano. Já 29% projetam uma piora, e 26% esperam que a situação permaneça inalterada.

O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

*Com informações do Estadão Conteúdo.