Economia

Salário mínimo e isenção do Imposto de Renda: veja o que muda em 2026

Novo piso nacional de R$ 1.621 e isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil passam a valer nesta quinta-feira (1º).

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

01/01/2026 • 13:31 • Atualizado em 01/01/2026 • 13:39

Dinheiro

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Reprodução/Pixabay

O orçamento das famílias brasileiras terá mudanças diretas a partir deste 1º de janeiro. Entra em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que passa a beneficiar quem recebe até R$ 5 mil mensais. A medida, sancionada em novembro, deve atingir 15 milhões de contribuintes que, até então, tinham como teto de isenção o valor de dois salários mínimos (R$ 3.036).

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Além da mudança tributária, o salário mínimo nacional foi reajustado em 6,79%, subindo de R$ 1.518 para R$ 1.621. O novo valor baseia-se no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e assegura um ganho real ao trabalhador, embora limitado pelas regras do arcabouço fiscal.

Como funciona a nova isenção do IR

O impacto da nova regra será percebido já no contracheque de janeiro, influenciando tanto o desconto em folha quanto a tributação de dividendos. De acordo com estimativas oficiais, a economia média para cada beneficiário será de R$ 4 mil anuais.

Para viabilizar o alívio na base da pirâmide, o governo elevou a carga tributária para a alta renda. Contribuintes com ganhos superiores a R$ 50 mil mensais passarão a pagar mais imposto, medida que deve afetar cerca de 141 mil pessoas no país.

É importante ressaltar que as novas diretrizes não alteram a Declaração de IR de 2026, que é referente ao ano-base 2025. O reflexo prático no ajuste anual só ocorrerá em 2027.

Descontos progressivos e escalonados

Para evitar o chamado "degrau tributário" — situação em que um reajuste salarial resulta em uma carga de imposto desproporcional —, a reforma estabeleceu descontos escalonados para a faixa de renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

Nesse grupo, o abatimento é reduzido gradualmente à medida que a remuneração aumenta. Como o cálculo final depende de deduções individuais e da existência de outras fontes de renda, o valor do imposto será definido caso a caso, sem a aplicação de uma tabela única para esses contribuintes.

Resumo das alterações:

Salário Mínimo: Sobe de R$ 1.518 para R$ 1.621 (alta de 6,79%).

Isenção do IR: Novo teto de R$ 5.000 mensais.

Alta Renda: Aumento de alíquota para quem ganha acima de R$ 50 mil.

Transição: Descontos graduais para salários de até R$ 7.350.