Petróleo sobe mais de 4% com novos conflitos no Estreito de Ormuz
Tensões entre Irã e Estados Unidos no Estreito de Ormuz elevam risco de desabastecimento e fazem barril do Brent saltar 5,8% em Londres

As tensões no Oriente Médio voltaram a impulsionar o mercado global de energia nesta segunda-feira (4). O fechamento do dia registrou uma valorização acentuada nos preços da commodity, motivada por novos impasses envolvendo o Irã e o monitoramento naval dos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz.
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O petróleo WTI para junho encerrou em alta de 4,29%, cotado a US$ 106,42 o barril na Nymex. Em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou 5,8%, atingindo US$ 114,44 o barril.
O governo iraniano endureceu o discurso e prometeu interceptar embarcações que descumprirem suas normas marítimas. A declaração surge após Washington anunciar que passará a guiar navios retidos na região. O presidente Donald Trump comentou que ataques recentes de Teerã atingiram cargueiros de países não relacionados à operação americana, citando uma embarcação da Coreia do Sul.
A situação gera ceticismo e alerta entre especialistas do setor:
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Eurasia Group: Avalia que o plano dos Estados Unidos dificilmente aumentará o fluxo de navegação no curto prazo sem um acordo com o Irã ou um reforço naval massivo.
Price Futures Group: Phil Flynn alerta que o risco de um confronto direto é real caso o Irã dispare contra navios de guerra americanos.
A instabilidade também mobilizou os Emirados Árabes Unidos, que elevaram o nível de alerta e afirmaram ter o direito de responder aos ataques sofridos em seu território.
