Economia

Petróleo Brent sobe e opera acima de US$ 91 com tensão geopolítica

Cotação avança impulsionada pelo risco no Oriente Médio, gargalos logísticos no fluxo marítimo e controle de oferta da OPEP+

2 min

18/08/2026 08:07 • Atualizado há 68 dias

Petróleo Brent sobe e opera acima de US$ 91 com tensão geopolítica

O barril do petróleo Brent opera em trajetória de valorização no mercado internacional, cotado na faixa entre US$ 91,00 e US$ 91,70.

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O movimento predominante nos últimos dias reflete o avanço expressivo de um prêmio de risco geopolítico, sustentado por conflitos regionais e incertezas sobre as rotas logísticas marítimas.

Crise no Oriente Médio e rotas marítimas

A escalada dos conflitos no Oriente Médio figura como o principal motor da recente alta dos preços. A instabilidade compromete diretamente o fluxo comercial de navios no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita fatia relevante do suprimento global de óleo bruto.

A ausência de acordos diplomáticos e a falta de segurança para os petroleiros geram impacto imediato na cadeia de suprimentos. Esse cenário encarece o valor do frete internacional e limita a quantidade imediata de óleo transportado entre os países produtores e os principais centros de refino do planeta.

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Decisões da OPEP+ e oferta global

A regulação da oferta global depende diretamente da política de cotas e limites de extração determinada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+). As diretrizes do cartel têm peso direto sobre o equilíbrio das cotações mundiais.

Quando o bloco decide reter a produção e limitar a oferta, o mercado responde com alta nas cotações internacionais. De forma oposta, quando o cartel autoriza maiores volumes ou relaxa o controle da extração, os preços da commodity tendem a arrefecer.

Demanda econômica e estoques nos EUA

O ritmo da atividade econômica das grandes potências mundiais dita o nível de consumo real de combustíveis. Os mercados acompanham com atenção o comportamento industrial e financeiro dos Estados Unidos e da China, os dois maiores consumidores do insumo.

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Perspectivas de juros altos por um período prolongado nos Estados Unidos e sinais de desaceleração industrial global contêm altas mais expressivas, limitando a demanda operacional por óleo e derivados.

A moeda americana e o nível de estoques complementam os fatores de pressão nas bolsas internacionais. Como o petróleo tem preço fixado em dólares, a valorização cambial da moeda encarece as importações para outros países, o que exerce força de baixa.

Além disso, os relatórios semanais de estoques comerciais e reservas estratégicas do governo norte-americano causam oscilações rápidas no valor do barril a cada sinal de escassez ou acúmulo da mercadoria no mercado.

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