Samuel Pessôa defende não retaliação a tarifas dos EUA
As discussões em torno das barreiras alfandegárias e das políticas comerciais protecionistas adotadas pelos Estados Unidos ganharam destaque no Canal Livre

As discussões em torno das barreiras alfandegárias e das políticas comerciais protecionistas adotadas pelos Estados Unidos ganharam destaque no Canal Livre deste domingo (6). O economista Samuel Pessôa analisou os reflexos dessas medidas no cenário econômico brasileiro e global.
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O programa abordou o avanço das tarifas impostas por Washington sobre mercadorias estrangeiras, um problema que impacta quase metade das exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Diante do impasse, o economista compartilhou como o Brasil deve se posicionar para proteger sua indústria sem gerar uma escalada prejudicial de sanções comerciais.
A estratégia da não retaliação
Para Samuel Pessôa, a melhor saída para o Brasil diante do cenário de taxações é evitar medidas de retaliação comercial. Segundo o economista, o governo brasileiro tem mantido um desempenho adequado ao lidar com esse desafio específico imposto pelo protecionismo norte-americano.
"O Brasil é melhor a gente não retaliaçar e fazer o que nós temos feito. Acho que essa é uma área que o governo está indo bem", pontuou o economista durante a sabatina no Canal Livre.
Pessôa argumenta que políticas comerciais transitórias costumam sofrer forte pressão de grupos de interesse corporativo, o que frequentemente as torna permanentes e dificulta a reversão posterior. No caso específico das relações com os Estados Unidos, o especialista ressalta que as tarifas prejudicam não apenas os parceiros comerciais, mas também o próprio consumidor norte-americano, gerando pressões inflacionárias adicionais na economia global.
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Desafios na política industrial e riscos inflacionários
A entrevista também enveredou pelos desafios estruturais da economia brasileira, especialmente sobre as tentativas de implementação de políticas de desenvolvimento industrial. O economista destacou a dificuldade inerente a esse tipo de iniciativa, classificada por ele como experimental e cercada de incertezas quanto ao sucesso ou fracasso.
Outro ponto sensível levantado pela bancada de jornalistas foi o impacto geopolítico nos mercados de energia. Com o acirramento de conflitos internacionais e oscilações recentes no mercado de combustíveis, o cenário inflacionário permanece no radar dos analistas, exigindo cautela na condução da política macroeconômica do país.
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