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Tempo firme e safra de hortaliças fazem preço da cesta básica cair no Vale

O tempo firme e o aumento da oferta de hortaliças ajudaram a reduzir o preço da cesta básica no Vale do Paraíba em agosto. Segundo levantamento do Núcleo de

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08/09/2026 09:13 • Atualizado há 47 dias

Tempo firme e safra de hortaliças fazem preço da cesta básica cair no Vale

O tempo firme e o aumento da oferta de hortaliças ajudaram a reduzir o preço da cesta básica no Vale do Paraíba em agosto. Segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES), o valor médio regional caiu 1,05% no mês, passando de R$ 2.914,88 em julho para R$ 2.884,15 em agosto. A redução foi de R$ 30,73.

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O resultado representa o segundo mês consecutivo de queda. Em julho, o custo da cesta já havia recuado 2,53%. De acordo com o NUPES, o movimento de agosto foi influenciado principalmente por fatores sazonais, que favoreceram a oferta de produtos agrícolas.

Entre os itens que mais contribuíram para a redução estão a batata inglesa, que teve queda de 29,35%, e a cebola, com recuo de 15,07%. O preço da alface caiu 10,83%, enquanto a cenoura teve redução de 7,16% e a abobrinha, de 6,62%.

O tempo firme contribuiu para a normalização do ritmo de colheita e ampliou a quantidade de produtos disponíveis no mercado. No caso da batata, por exemplo, a oferta elevada pressionou os preços para baixo, segundo dados do Cepea/Esalq/USP.

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A cebola também teve reversão de tendência após meses de alta. O aumento da oferta nacional, impulsionado pelo pico da colheita em regiões produtoras do Cerrado, como Goiás e o Triângulo Mineiro, contribuiu para a queda registrada em agosto.

O movimento também atingiu as hortaliças. Alface e couve apresentaram recuos de 10,83% e 5,55%, respectivamente, acompanhando o padrão sazonal de queda nos preços das folhosas, favorecido pela normalização do clima e pelo aumento da oferta.

Outro destaque foi a cenoura, que já havia registrado queda de 27% em julho. Com o novo recuo de 7,16% em agosto, a redução acumulada nos dois meses ultrapassou 35%. A oferta, no entanto, já começa a se estabilizar após o pico registrado nas principais regiões produtoras, como o Paraná.

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A abobrinha também manteve a trajetória de queda iniciada em julho, quando o preço havia recuado 21,18%. Em agosto, a redução foi de 6,62%, em um cenário de condições climáticas favoráveis e maior volume disponível nas regiões produtoras.

Além dos hortaliças e tubérculos, o feijão-carioquinha apresentou queda de 5,30%. Segundo o NUPES, o recuo está relacionado ao realinhamento dos preços após uma alta de 53,91% registrada no primeiro semestre de 2026. A chegada de uma nova safra contribuiu para ampliar a oferta e pressionar os preços.

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