Venda de camisas de futebol movimenta R$ 1,2 bilhão no e-commerce
O lançamento do novo uniforme da Seleção Brasileira impulsionou o mercado, registrando quase 1 milhão de unidades vendidas em menos de três meses

A proximidade com a Copa do Mundo de 2026 acendeu o comércio eletrônico brasileiro. Entre 1º de janeiro e 2 de junho, a categoria de camisas de futebol faturou R$ 1,2 bilhão, o que representa um salto impressionante de 80,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
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Os dados são de um levantamento exclusivo da Confi, ecossistema de inteligência para o varejo digital, realizado por meio de sua plataforma de dados Neotrust. Ao todo, os torcedores compraram mais de 4,05 milhões de unidades, com um preço médio por peça de R$ 295,90.
O "Efeito Seleção Brasileira"
O grande motor dessa explosão de consumo foi o lançamento do novo modelo da Seleção Brasileira. Antes do dia 13 de março (data do lançamento), a procura pelo uniforme do Brasil era moderada, representando apenas 5,1% do faturamento da categoria.
Após o lançamento oficial, o cenário mudou drasticamente:
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Unidades vendidas: 915 mil camisas (entre 13 de março e 2 de junho).
Faturamento direto: R$ 382 milhões.
Preço médio: R$ 417,50.
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Participação de mercado: A camisa da Seleção Brasileira passou a responder por 48,7% de todo o faturamento de camisas de futebol no país. "A análise indica que um novo produto oficial é capaz de ditar o ritmo do comércio eletrônico. O mercado testemunhou uma explosão de consumo, demonstrando o forte apelo comercial do item e a urgência do torcedor em se preparar para a Copa do Mundo", explica Pedro Chiamulera, CEO e fundador da Confi.
Quem é o torcedor que consome online?
O estudo também mapeou o perfil do consumidor que está abastecendo o guarda-roupa para o mundial. O público masculino lidera as compras, mas o comportamento de idade varia entre os gêneros:
Divisão por gênero: Homens representam 78,2% das aquisições, enquanto as mulheres somam 21,8%.
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Público Masculino: O pico de consumo está concentrado na faixa dos 35 aos 44 anos (34,8%).
Público Feminino: As compras são lideradas pelas torcedoras de 25 a 34 anos (33,6%).
Norte e Centro-Oeste disparam em crescimento
Embora a região Sudeste concentre a maior fatia do faturamento total — movimentando R$ 790,5 milhões (65,9% do mercado) —, o ritmo de aceleração mais intenso veio de fora do eixo tradicional de consumo.
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As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste registraram uma disparada nas vendas comparado a 2025:
Para o monitoramento, a plataforma Neotrust avaliou transações reais de mais de 7 mil lojas virtuais parceiras, analisando o comportamento de compra de mais de 85 milhões de consumidores digitais no país.
