Cai procura pelo curso de engenharia no Brasil; taxa de conclusão é de 38%
O Brasil tem registado uma retração acentuada no interesse dos jovens pela carreira de engenharia nos últimos anos, o que tem reduzido sistematicamente a
O Brasil tem registado uma retração acentuada no interesse dos jovens pela carreira de engenharia nos últimos anos, o que tem reduzido sistematicamente a quantidade de profissionais formados na área disponíveis para o mercado de trabalho.
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O diagnóstico aponta para um cenário de prejuízo para o país na formação de capital humano qualificado, impulsionado por um descompasso nos currículos acadêmicos, desvalorização salarial e profissional e altos índices de abandono universitário.
Um dos principais motivos apontados para o desinteresse dos estudantes reside no distanciamento entre o perfil dos jovens atuais e o formato tradicional das graduações. Enquanto a nova geração já nasceu plenamente inserida na era da tecnologia, grande parte das faculdades e universidades mantêm estruturas pedagógicas antigas, com poucas iniciativas que realmente promovam a modernização necessária das matrizes curriculares.
Desvalorização no mercado e falta de políticas públicas
Além da barreira curricular, a ausência de perspectivas atrativas na carreira afeta a decisão dos jovens. O mercado de trabalho e o poder público não oferecem a devida valorização ao engenheiro, inexistindo no país uma cultura consolidada de reconhecimento desse profissional.
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Essa realidade afasta o sentimento de que ingressar na área se traduzirá em sucesso, reconhecimento social e boas remunerações, fatores considerados determinantes para atrair e reter talentos na juventude.
Maior evasão e defasagem em matemática
O quadro é agravado pelas dificuldades de permanência dos alunos que chegam a ingressar na universidade. A engenharia concentra atualmente o maior índice de evasão entre todas as carreiras de nível superior no Brasil.
Segundo as estatísticas nacionais, para cada 100 alunos que entram nos cursos de engenharia, somente 38 concluem a graduação. A expressiva taxa de desistência decorre diretamente de deficiências acumuladas nas etapas anteriores da educação básica, em especial pela falta de uma formação sólida em matemática no ensino fundamental e médio.
