Dia dos Professores: mulheres representam 83,12% dos profissionais
Sarah Sacchi ressalta a paixão pela profissão e comenta sobre a transformação da sociedade e o reflexo na Educação

Divulgação/ GOVRJ
Oito em cada dez professores das escolas municipais de Campinas (SP) sob gestão exclusiva da Secretaria Municipal de Educação (SME) são mulheres. A missão de acolher e construir conhecimentos com os alunos é celebrada nesta quinta-feira (15) e faz parte do cotidiano de 2,7 mil servidores em 182 unidades de educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos. São 83,12% do sexo feminino e 16,88% do masculino.
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“Certamente esse perfil significa, na prática, mais humanização e cuidados. Temos uma rede de educação potente, dedicada e quero parabenizar cada um dos professores pela dedicação diária com o futuro das nossas crianças e adolescentes”, ressaltou a secretária municipal de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.
Em relação ao perfil etário geral dos professores da SME, as faixas com mais profissionais atuando nas escolas são as de 41 a 50 anos e de 31 a 40 anos, respectivamente.
“É uma rede experiente, o que contribui para o aprendizado de nossos alunos e o desenvolvimento de profissionais mais jovens”, avaliou a secretária.
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Faixas etárias
- 21 a 30 anos – 6%
- 31 a 40 anos – 27%
- 41 a 50 anos – 40%
- 51 a 60 anos – 20%
- 61 anos ou mais – 7%
Experiência e valorização
A professora Sarah Regina Marialva Sacchi, no Centro de Educação Infantil (CEI) Idalina Caldeira de Souza Pereira, no Parque Floresta, está na educação municipal há 15 anos, sendo que começou a carreira como agente de educação infantil e já trabalhou em quatro unidades.
“Existe algo muito especial nessa profissão. A possibilidade de participar das descobertas de uma criança, despertar sua curiosidade e contribuir para a maneira como ela conhece e compreende o mundo. São as trocas, os pequenos avanços e a alegria de ver uma criança descobrindo algo novo que dão sentido a muito do que fazemos [...] Ser professora é saber que não temos todas as respostas, mas que podemos construir muitas possibilidades. É justamente isso que faz essa profissão continuar sendo tão significativa”, falou Sarah.
A professora é mãe de Francisco, de 11 anos, matriculado na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Dr. Edson Luís Chaves, no Jardim Santa Rosa. Ela contou que a escolha pela rede considerou aspectos como capacitação, comprometimento, gestão democrática e a possibilidade de a escola proporcionar experiências significativas.
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“O trabalho docente exige muito conhecimento, sensibilidade e reflexão, e reconheço a importância desses profissionais na formação das nossas crianças. Para mim, confiar meu filho à escola também significa confiar nos professores e reconhecer a competência de quem está diariamente envolvido nesse processo. Outro aspecto muito importante para mim é a gestão democrática. Valorizo uma escola aberta ao diálogo, que escuta as famílias e compreende que a educação se constrói coletivamente”, falou a docente.
Ao ponderar sobre o Dia dos Professores, ela avaliou que a educação mudou para acompanhar as transformações da sociedade ao longo do tempo, mas sem deixar de lado o que é essencial: o respeito às infâncias, a escuta, o acolhimento e o compromisso com a aprendizagem. Para ela, é preciso estudo constante e sensibilidade.
“Quem deseja ser professor deve se permitir conhecer de verdade a profissão, estudar, questionar, aprender e se encantar com ela. Não romantizar os desafios é importante, mas também não podemos deixar que eles apaguem a potência da educação”, afirmou.
