Escolas particulares de Curitiba preveem aumento de até 11% em 2027
Reajuste supera inflação projetada e especialistas orientam pais sobre matrícula e rematrícula

Pais com filhos em escolas particulares de Curitiba devem se preparar para aumentos entre 7% e 11% nas mensalidades a partir de 2027, apontam instituições de ensino, reajuste acima da inflação projetada e que exige mais planejamento financeiro das famílias.
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O levantamento realizado com colégios da rede privada indica que os novos valores começam a valer no próximo ano letivo e podem pesar no orçamento, já que a inflação esperada gira em torno de 5%.
A técnica de enfermagem Lucicleia de Paula Salgado tem duas filhas matriculadas em escola particular e afirma que, mesmo com o aumento anunciado, não pretende trocar as meninas de instituição.
Para manter as filhas na mesma escola, a família deve ajustar o orçamento e se planejar para absorver o reajuste ao longo do ano.
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Aumento acima da inflação
De acordo com a advogada Meiriana Anjos, apesar de o reajuste previsto superar a inflação, ele não é automaticamente abusivo.
Segundo a advogada, o acréscimo não pode ser considerado abusivo por si só, mas a instituição precisa explicar o motivo do aumento aos responsáveis.
Mesmo assim, o acréscimo não pode ser considerado abusivo, mas a instituição precisa explicar o motivo do aumento, afirma Meiriana.
Matrícula, reserva de vaga e contrato
A especialista em direito do consumidor também orienta atenção às cobranças de matrícula ou de reserva de vaga para o próximo ano.
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Segundo Meiriana, a escola pode exigir esse pagamento, mas o valor precisa integrar o custo total do serviço educacional e não aparecer como taxa extra separada no contrato.
Ela recomenda que pais e responsáveis leiam com cuidado o documento antes de assinar, tirem dúvidas sobre reajustes futuros e guardem cópias de propostas e comprovantes.
Inadimplência e direitos do aluno
Para famílias que acumulam mensalidades em atraso, a legislação permite que a instituição impeça a rematrícula do estudante no ano seguinte.
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Durante o ano letivo, porém, mesmo em caso de inadimplência, a escola não pode adotar medidas que exponham o aluno a situações de constrangimento, como impedir o acesso às aulas, provas ou atividades pedagógicas.
Na visão de especialistas, o diálogo antecipado com a instituição e o planejamento do orçamento familiar são fundamentais para evitar surpresas na hora de renovar a vaga e garantir a continuidade dos estudos das crianças.
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