Educação
Jornal da Band

IA na educação: Pisa acende alerta sobre uso de inteligência artificial

A recente divulgação dos resultados do Pisa acendeu um alerta global nas redes de ensino sobre os impactos do uso de ferramentas tecnológicas no

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10/09/2026 06:00 • Atualizado há 7 dias

IA na educação: Pisa acende alerta sobre uso de inteligência artificial

A recente divulgação dos resultados do Pisa acendeu um alerta global nas redes de ensino sobre os impactos do uso de ferramentas tecnológicas no desenvolvimento cognitivo dos alunos. Segundo a avaliação internacional, os estudantes registraram quedas expressivas em leitura, matemática e ciências na última década, levantando discussões sobre os limites e os riscos da dependência de plataformas automatizadas para a resolução de tarefas escolares.

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O impacto no aprendizado e no raciocínio dos estudantes

Especialistas em tecnologia educacional apontam que o uso de inteligência artificial sem critérios pedagógicos pode gerar uma espécie de atrofia intelectual. Quando o aluno delega todo o processo de resolução de problemas e formulação de respostas para a tecnologia, o esforço mental necessário para aprender e fixar o conteúdo acaba sendo suprimido.

O diretor do Todos pela Educação, Gabriel Barreto Corrêa, avalia que o processo de aprendizado exige esforço, dedicação e superação de erros. Para ele, o aprendizado exige que o estudante se canse e enfrente frustrações intelectuais para consolidar o conhecimento, algo que o acesso facilitado às respostas prontas acaba por eliminar.

Os resultados do Pisa nos países desenvolvidos

O levantamento do Pisa indicou o pior desempenho médio da história recente para os países mais desenvolvidos entre 2015 e 2025. As quedas acumuladas na última década mostram reduções significativas nas pontuações de leitura, matemática e ciências, com destaque para nações como Islândia, Holanda, Noruega e Finlândia entre as maiores retrações.

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A avaliação também cruzou dados sobre o tempo de uso de telas e de ferramentas tecnológicas por parte dos jovens. Os resultados reforçam o desafio de equilibrar a inovação tecnológica com métodos tradicionais de ensino para garantir que as habilidades essenciais de raciocínio lógico e interpretação sejam preservadas nas salas de aula.