Educação

IA, saúde mental, clima podem ser temas da redação do Enem 2026

Professora lista apostas para a prova; Proteção de crianças no ambiente digital. IA e clima lideram previsões

2 min

14/09/2026 12:33 • Atualizado há 7 dias

IA, saúde mental, clima podem ser temas da redação do Enem 2026

Com a proximidade do exame, os estudantes intensificam o treino para a redação do Enem. Mais do que tentar adivinhar a proposta exata, acompanhar os grandes debates da atualidade e consolidar a capacidade crítica são os caminhos mais eficazes para garantir uma boa pontuação.

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Danielle Capriolli, professora e coordenadora de Língua Portuguesa das Escolas Premium do Grupo Seb Education (Pueri Domus, Carolina Patrício e Sphere International School), selecionou os cinco temas para a redação do Enem mais cotados para a edição:

  • Proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital (principal aposta): Aborda temas como cyberbullying, superexposição nas redes, limites de tempo de tela e privacidade. A proposta exige discutir a responsabilidade compartilhada entre família, escola, empresas de tecnologia e poder público, superando uma visão puramente individual do problema.
  • Inteligência artificial, desinformação e formação cidadã: Centrado na produção e proliferação em massa de conteúdos falsos e seus reflexos na participação democrática e no senso crítico.
  • Saúde mental e hiperconectividade: Relação entre o tempo excessivo online, ansiedade, isolamento e desgaste emocional na rotina contemporânea.
  • Mudanças climáticas e vulnerabilidade social: Consequências de desastres ecológicos e eventos extremos sobre populações periféricas e historicamente desassistidas.
  • Tecnologia e transformações no mundo do trabalho: Automação de postos de trabalho, novas dinâmicas de precarização e exigências de requalificação profissional.

Outros eixos no radar dos vestibulandos

A especialista também sugere acompanhar discussões recorrentes e de forte apelo social:

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  • Violência nas escolas e convivência cidadã;
  • Etarismo e preconceito geracional;
  • Misoginia e radicalização de discursos na internet;
  • Direito à cidade e mobilidade urbana;
  • Desigualdades estruturais e barreiras de inclusão social.

Capacidade de argumentação supera a adivinhação

Apesar dos prognósticos, Capriolli ressalta que o foco do estudante não deve ser adivinhar o recorte exato da banca. O participante verdadeiramente seguro é aquele que domina a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e consegue formular uma tese clara, com repertório sociocultural legítimo e uma proposta de intervenção viável, mesmo diante de um assunto inédito.

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