Educação

No Dia dos Professores, compare propostas de Lula e Flávio para a educação

No Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira (15), o debate sobre os rumos da educação brasileira ganha destaque com a análise dos planos de governo

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15/10/2026 07:00 • Atualizado há 11 horas

No Dia dos Professores, compare propostas de Lula e Flávio para a educação

REUTERS/Mateus Bonomi - REUTERS/Adriano Machado

No Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira (15), o debate sobre os rumos da educação brasileira ganha destaque com a análise dos planos de governo apresentados por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições presidenciais de 2026.

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As diretrizes dos dois candidatos revelam abordagens distintas na tentativa de solucionar os desafios estruturais e históricos do setor, englobando desde a alfabetização e a educação básica até o financiamento e a conexão direta com o mercado de trabalho.

Lula propõe fortalecer programas

As propostas do candidato petista concentram-se na expansão do acesso à educação pública, no combate sistemático ao analfabetismo e no fortalecimento das instituições de ensino técnico e superior, mantendo forte ênfase em políticas de inclusão social.

Entre os pilares centrais estão a melhoria da aprendizagem na educação básica e a manutenção do programa Pé-de-Meia, criado para reduzir a evasão escolar no ensino médio público.

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Em outubro de 2026, Lula anuncia a intenção de expandir esse benefício financeiro para universitários de instituições públicas e bolsistas do ProUni a partir de 2027.

A iniciativa prevê repasses mensais de R$ 700 durante dez meses por ano, além de um bônus anual de R$ 2.500 para estudantes com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, com um custo inicial estimado em R$ 4,6 bilhões anuais.

Abordagem de Flávio Bolsonaro e diretrizes para o ensino

Por outro lado, o plano de governo de Flávio Bolsonaro prioriza resultados mensuráveis, métodos específicos de alfabetização como o fônico, o reforço escolar meritocrático por meio do programa Acolher e a ampliação expressiva das escolas cívico-militares.

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A proposta também contempla a expansão de creches em período integral com a emissão de vouchers para a rede privada quando faltarem vagas públicas, a inserção de tecnologias avançadas como inteligência artificial no currículo escolar e a substituição do atual modelo do Fies por um financiamento contingente à renda, onde o pagamento começa apenas após o estudante estar empregado e com parcelas proporcionais aos ganhos.

Na educação superior, a gestão das universidades federais passaria do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Innovação (MCTI), buscando integrar o ensino superior e a pesquisa científica.

Lacunas e desafios apontados nos planos de governo

Apesar das distintas visões estratégicas apresentadas por ambos os candidatos, análises especializadas publicadas pela Folha de S.Paulo em agosto de 2026 apontam que os dois planos deixam lacunas significativas em relação a metas concretas de aprendizagem e ao detalhamento da sustentabilidade no financiamento das medidas propostas para o futuro da rede de ensino no país.