Educação

Governo de SP paga bônus recorde a 188 mil profissionais da educação

Investimento de R$ 1 bilhão beneficia servidores que atingiram metas do Saresp; profissionais podem receber segunda parcela em setembro

Da redação
DA REDAÇÃO

10/04/2026 • 16:23 • Atualizado em 10/04/2026 • 16:23

Dos mais de 188 mil servidores que receberão o bônus, 158.729 são profissionais do quadro do magistério

Dos mais de 188 mil servidores que receberão o bônus, 158.729 são profissionais do quadro do magistério

Agência SP

O Governo de São Paulo anunciou o pagamento do maior bônus por desempenho da última década para os profissionais da rede estadual de ensino. Com um investimento que atinge a marca de R$ 1 bilhão, o valor destinado à bonificação dobrou em relação ao ano anterior, refletindo o avanço nos índices de aprendizagem e o cumprimento de metas estabelecidas pelo estado.

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O montante bilionário é fruto direto do desempenho dos estudantes no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Em 2025, a rede paulista registrou a melhor média histórica em matemática no Ensino Fundamental, além de um crescimento de 16,5% na média geral das disciplinas em comparação a 2024.

O pagamento, previsto para ser concluído até o final de abril, contempla 188 mil servidores, dos quais mais de 158 mil compõem o quadro do magistério. O valor médio repassado por profissional é de R$ 5.066,89, servindo como um reconhecimento financeiro direto pelo esforço contínuo em sala de aula e na gestão escolar.

Possibilidade de bonificação dupla

Uma das grandes novidades desta gestão é a implementação de um sistema que permite aos profissionais receberem o bônus duas vezes no mesmo ano. A primeira parcela, em abril, é baseada exclusivamente nos resultados do Saresp. A segunda Parcela, em setembro, terá como base o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), aplicado pelo governo federal.

Essa bonificação dupla será destinada a professores de Língua Portuguesa e Matemática de anos específicos (5º e 9º anos do EF e 3ª série do EM), além das equipes gestoras das escolas que atingirem as metas. Unidades que conquistarem o patamar "diamante" — atingindo a meta ouro em ambas as avaliações — garantirão o equivalente a dois salários extras para seus colaboradores.

O cálculo do bônus não é aleatório. Ele considera uma combinação de fatores técnicos:

Aprendizagem: Notas dos estudantes em todas as séries avaliadas.

Frequência: Assiduidade dos alunos ao longo do ano letivo.

Participação: Engajamento da unidade escolar na realização das provas.

Para os profissionais que atuam em disciplinas não avaliadas diretamente pelo Saresp, como Educação Física ou aulas eletivas, o cálculo é baseado na meta global da unidade de ensino, garantindo que gestores e equipes de apoio também sejam valorizados pelo ambiente pedagógico construído.

Recuperação Pós-Pandemia

De acordo com a Secretaria da Educação de São Paulo, esses resultados consolidam a recuperação da aprendizagem no período pós-pandemia. O bônus recorde funciona tanto como um prêmio pelos resultados colhidos quanto como um incentivo para que a rede estadual continue elevando o patamar da educação pública paulista nos próximos ciclos avaliativos.