Educação

Sem dinheiro para cursinho? Programa do MEC paga bolsa de R$ 200; entenda

Programa federal investe R$ 108 milhões e apoia cursinhos populares que preparam alunos de baixa renda para o Enem

Da redação
DA REDAÇÃO

28/01/2026 • 12:07 • Atualizado em 28/01/2026 • 12:07

MEC investe neste ano R$ 108 milhões para apoiar 514 instituições

MEC investe neste ano R$ 108 milhões para apoiar 514 instituições

Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério da Educação abriu nesta quarta-feira (28) as inscrições para a Rede Nacional de Cursinhos Populares, programa que oferece apoio técnico e financeiro a cursinhos comunitários que preparam estudantes de baixa renda para o Enem. O prazo para participar vai até 27 de fevereiro.

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Em 2026, o MEC prevê investir R$ 108 milhões na iniciativa, que deve apoiar 514 cursinhos populares em todo o país. O objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior de jovens que não têm condições de pagar por cursos preparatórios privados.

Do total de cursinhos que serão contemplados neste ano, 384 já integram a rede e poderão ter o apoio prorrogado. Outros 130 serão selecionados por meio de novo edital, publicado na última segunda-feira (26).

As inscrições devem ser feitas pela plataforma da Rede Nacional de Cursinhos Populares, com login Gov.br, e exigem o envio da documentação prevista em edital.

O programa prioriza o atendimento a estudantes de escolas públicas, com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), além de negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Cada cursinho selecionado poderá receber até R$ 208 mil, valor destinado ao pagamento de professores, coordenadores e equipes de apoio pedagógico e psicossocial, além da aquisição de materiais e despesas administrativas.

Parte dos recursos será destinada ao auxílio permanência pago diretamente aos estudantes, no valor de R$ 200 mensais por até oito meses. Cada cursinho poderá atender de 20 a 40 alunos durante o período de preparação para o Enem.

Segundo o MEC, os cursinhos que já participam da rede poderão solicitar a prorrogação do apoio desde que apresentem relatório final de atividades e tenham a prestação de contas aprovada.

No primeiro edital do programa, lançado em 2025, 384 cursinhos foram selecionados, beneficiando cerca de 12,1 mil estudantes em todas as regiões do país. Na ocasião, o investimento foi de R$ 74 milhões.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a ampliação da rede busca reduzir desigualdades no acesso ao ensino superior. “É uma oportunidade para que jovens de baixa renda tenham condições reais de disputar uma vaga na universidade."

Com informações da Agência Brasil.

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