Estudar sozinho ou em grupo na reta final do Enem?

Descubra por que o estudo individual se torna mais eficaz nos últimos dias de preparação e como organizar sua rotina para aumentar suas chances de aprovação em Medicina

PRISCILLA VIERROS

01/10/2025 • 18:33 • Atualizado em 01/10/2025 • 18:33

O que garante a aprovação é a forma como o candidato aplica o conhecimento adquirido

O que garante a aprovação é a forma como o candidato aplica o conhecimento adquirido

Divulgação/Freepik

Faltando poucas semanas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muitos candidatos se perguntam: vale mais a pena revisar o conteúdo sozinho ou em grupo? Para Pedro Gesteira, fundador da Amentoria Educação, nessa fase, o aprendizado se torna cada vez mais individual.

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“Agora, na reta final, o aprendizado é um processo individual. Você não aprende só vendo aula: a aula inicia o processo, mas, para aprender de verdade, precisa ter contato direto e aplicar sozinho o que estudou”, explica Gesteira.

O especialista em preparação para exames reforça ainda que a rotina do estudante deve privilegiar o estudo solitário. “Sua rotina agora deve ter mais tempo individual, você em contato com a matéria, do que em grupo. O estudo é muito mais de dentro para fora: você pega o que aprendeu e aplica no mundo”, pontua.

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Estudar em grupo, apesar de ser útil em momentos iniciais ou para tirar dúvidas, pode se tornar menos produtivo quando o objetivo é absorver e fixar conteúdos complexos, como Biologia, Química ou Matemática, disciplinas decisivas para quem sonha em Medicina.

Gesteira também alerta para promessas de cursos ou métodos que garantem “aprender tudo para o Enem em 30 dias”. “Tenha cuidado com promessas de ‘aprender tudo para o Enem em 30 dias’, porque isso só gera excesso de conteúdo sem absorção real. O essencial é ter estratégia, escolher as matérias prioritárias e dedicar mais tempo ao estudo individual”, reforça.

Para organizar a revisão na reta final, Gesteira sugere uma abordagem prática: priorizar os conteúdos com maior peso no exame, realizar exercícios e simulados individuais e revisar provas antigas. Essa prática permite identificar pontos fortes e fracos, ajustando o foco para maximizar a nota.

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Além disso, o estudo individual favorece a autonomia e a disciplina, habilidades essenciais não apenas para o Enem, mas também para a vida acadêmica de um futuro estudante de Medicina. O contato direto com o material e a prática constante ajudam a fixar conceitos e a desenvolver raciocínio crítico, fundamentais para enfrentar questões complexas do exame.

Em resumo, enquanto o estudo em grupo pode ser um bom reforço, a preparação estratégica na reta final deve priorizar o estudo individual, com foco em qualidade, prática e revisão inteligente. “Mais do que quantidade, o que garante a aprovação é a forma como o candidato aplica o conhecimento adquirido”, finaliza Gesteira.

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