Olhar só o prontuário faz médicos perderem o essencial, diz geriatra
Para Natália Garção, tratar só dados clínicos reduz a qualidade do atendimento e afasta o médico do paciente

A médica geriatra Natália Garção defende que o exercício da medicina precisa ir além dos dados clínicos e incorporar um olhar mais humano sobre o paciente. Segundo ela, focar apenas em registros e sintomas pode comprometer a qualidade do cuidado.
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Especialista em Clínica Médica e Geriatria pela Unifesp e doutoranda pelo Hospital Sírio-Libanês, a médica fez a avaliação durante participação no podcast Quero Estudar Medicina, em que compartilhou orientações sobre a prática médica e a relação com pacientes.
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O olhar além do prontuário
Para a médica, o exercício da profissão vai muito além da análise de dados e sintomas documentados. O foco do atendimento, afirma, deve ser a pessoa — não apenas o prontuário.
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Trate o paciente, não apenas o prontuário. Natália Garção
Ela ressalta que o prontuário é uma ferramenta importante, mas insuficiente por si só. O cuidado real, segundo a especialista, acontece quando o médico estabelece conexão com o paciente e compreende sua trajetória.
Assista ao episódio completo:
A medicina como leitura de histórias
Na avaliação da geriatra, a prática médica oferece uma oportunidade singular: conhecer profundamente as histórias de vida dos pacientes. Para ela, cada diagnóstico carrega um contexto que precisa ser interpretado.
A médica afirma que cada paciente traz consigo um histórico que influencia diretamente seu estado de saúde. Ignorar essas vivências, diz, significa perder parte essencial do cuidado.
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Humanização no atendimento
A abordagem defendida por Natália Garção busca resgatar a escuta e a observação como elementos centrais da prática médica. O diagnóstico, segundo ela, é apenas uma etapa --compreender o paciente é o que torna o atendimento completo.
A especialista afirma ainda que esse olhar deve orientar a formação dos novos profissionais. Ao priorizar o ser humano em vez de sistemas e registros, a medicina amplia seu impacto social e terapêutico, conclui.
