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Reprovação no vestibular: como lidar com a frustração e as expectativas

A primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acontece neste domingo (18) e marca um momento de expectativa para milhares de

4 min

18/10/2026 13:00 • Atualizado há 8 horas

Reprovação no vestibular: como lidar com a frustração e as expectativas

Reprovação no vestibular e a saúde mental do estudante

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A primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acontece neste domingo (18) e marca um momento de expectativa para milhares de estudantes. A pressão pela aprovação, o medo da reprovação e a comparação com outros candidatos podem tornar o período de preparação e espera pelos resultados um desafio para a saúde mental.

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Em cursos concorridos, como Medicina, conquistar uma vaga pode exigir mais de uma tentativa. Nesse cenário, não alcançar a nota desejada pode provocar frustração, insegurança e a sensação de estar ficando para trás. No entanto, especialistas ressaltam que o resultado de uma prova não define a capacidade de uma pessoa nem determina o futuro profissional.

Luiz Eduardo de Souza Zaroni, de 19 anos, presta vestibular para Medicina há três anos. Formado no ensino médio em 2024, ele está no segundo ano de cursinho e busca uma vaga em uma universidade.

O estudante conta que a maior pressão vem de si mesmo. Para lidar com a cobrança, procura transformá-la em motivação para estudar e rever suas estratégias, sem deixar de lado o bem-estar.

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“Para lidar com a pressão que eu mesmo coloco em mim, tento transformá-la em combustível para estudar mais ou para repensar estratégias que estou fazendo no momento, para manter o melhor nível de estudo priorizando a mente saudável”, relata.

Seu maior medo é precisar passar mais um ano no cursinho, o que pode despertar a sensação de atraso ou desperdício de tempo. Para enfrentar essa preocupação, Luiz lembra que muitos aprovados em Medicina também passaram anos se preparando.

Caso não consiga a vaga, ele acredita que sentirá uma grande frustração, mas pretende aprender com os erros e aperfeiçoar as estratégias para tentar novamente.

O cuidado com a saúde mental faz parte dessa rotina. Desde o início do ano, o estudante realiza acompanhamento psicológico e procura equilibrar os estudos com atividades físicas e momentos de lazer com amigos e familiares. Também evita se comparar com outros candidatos nas redes sociais.

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“Acredito que ninguém passa por esse momento tão difícil se isolando da sociedade e estudando em um ‘modo caverna’”, afirma.

A reprovação não define o futuro

Segundo Gabriel Banzato, coordenador de Psicologia do Vera Cruz Hospital, é importante compreender que a não aprovação faz parte das possibilidades do processo seletivo. Mesmo após anos de preparação, fatores como nervosismo, mal-estar físico e dificuldade das questões podem interferir no desempenho.

“Não passar não significa falta de capacidade ou conhecimento. A prova não é um termômetro do potencial de uma pessoa, mas um instrumento de seleção, com vagas limitadas e muitos candidatos”, explica.

O psicólogo destaca que tristeza, raiva e insegurança são reações naturais diante de um resultado frustrante. O importante é não transformar a nota em uma definição sobre quem o estudante é ou sobre o que poderá conquistar no futuro.

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Para recuperar a confiança, o primeiro passo é acolher os sentimentos e respeitar o próprio tempo. Familiares e amigos podem ajudar oferecendo apoio, sem minimizar a decepção ou cobrar uma reação imediata. Depois, o estudante pode avaliar a preparação e identificar o que precisa ser aprimorado para uma nova tentativa.

Em cursos concorridos, prestar o vestibular mais de uma vez faz parte da trajetória de muitos candidatos. A experiência pode contribuir para o amadurecimento e para uma preparação mais consistente.

Quando procurar ajuda psicológica?

A frustração inicial é esperada, mas é importante observar como o estudante reage ao longo dos dias. Quando o sofrimento se torna persistente ou intenso, acompanhado de tristeza acentuada, sensação de incapacidade, perda de interesse por atividades prazerosas ou abandono de compromissos importantes, o acompanhamento psicológico pode ser necessário.

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O objetivo é ajudar o jovem a elaborar a experiência, recuperar a confiança e encontrar caminhos para seguir em frente.

Banzato também ressalta que o tempo para ingressar na faculdade varia de acordo com o curso, a instituição e as condições de cada candidato. Um ano a mais de preparação pode parecer muito diante da expectativa de aprovação imediata, mas não determina o sucesso de uma trajetória profissional.

Com a primeira fase da Unicamp neste domingo (18), os candidatos enfrentam não apenas o desafio da prova, mas também o peso das próprias expectativas. Preservar a saúde mental, contar com uma rede de apoio e respeitar os limites pessoais são atitudes fundamentais durante esse processo.

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A aprovação pode representar a realização de um sonho, mas não deve ser a única medida de sucesso. Uma reprovação, embora dolorosa, não define a capacidade do estudante nem encerra suas possibilidades de futuro.

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