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Uso de internet impulsiona alta de 38% em suicídios entre jovens em SP

Um alerta no ambiente virtual tem mobilizado as autoridades paulistas diante do crescimento de tragédias envolvendo crianças e adolescentes. Levantamento do

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30/09/2026 06:00 • Atualizado há 15 horas

Uso de internet impulsiona alta de 38% em suicídios entre jovens em SP

Um alerta no ambiente virtual tem mobilizado as autoridades paulistas diante do crescimento de tragédias envolvendo crianças e adolescentes. Levantamento do Núcleo de Observação e Análise Digital (Nohad), da Polícia Civil de São Paulo, aponta que os casos de suicídio e tentativas de suicídio entre o público infanto-juvenil registraram uma alta de 38% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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A análise dos boletins de ocorrência realizada pelos investigadores revela uma correlação direta com a vida digital dos jovens: cerca de 90% dos episódios registrados possuem indícios de ligação com o uso de redes sociais, celulares e plataformas de jogos digitais sem a devida supervisão de adultos.

Ação rápida e o papel das plataformas

A atuação do Nohad tem se mostrado decisiva para conter novas ocorrências por meio do monitoramento em tempo real. Em uma das intervenções recentes, agentes do núcleo identificaram uma adolescente com uma corda enrolada no pescoço durante uma transmissão ao vivo no aplicativo Discord. A equipe policial contatou a família imediatamente por telefone para orientar o resgate. Diante da desconfiança inicial dos pais, os policiais passaram a descrever as características da vítima e do ambiente, permitindo que a mãe corresse ao quarto e evitasse a tragédia a tempo.

Nem todos os casos, contudo, puderam ser evitados. Em julho, a polícia não conseguiu chegar a tempo de impedir a morte de uma menina de 13 anos, também transmitida pelo Discord. O episódio resultou na proibição de transmissões ao vivo (lives) na referida plataforma em todo o território nacional.

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A fragilidade na segurança digital reforça as discussões em torno do "ECA Digital", conjunto de diretrizes que visa determinar a responsabilidade das empresas de tecnologia na verificação rigorosa de idade, bem como na identificação e remoção ágil de conteúdos que promovam violência e abuso infanto-juvenil.

O perfil das ameaças e a prevenção no ambiente doméstico

As investigações da Polícia Civil indicam que a cooptação e a indução costumam ocorrer em ambientes virtuais de fácil interação, como chats de jogos populares voltados ao público jovem ou qualquer aplicativo que permita a troca de mensagens diretas. Do outro lado da tela, os executores do aliciamento e da violência psicológica também costumam ser, em sua maioria, outros adolescentes.

Outro dado destacado pelo monitoramento policial aponta que 70% dos episódios ocorrem durante a madrugada, dentro das próprias residências das vítimas. Diante desse cenário, especialistas e autoridades recomendam a adoção de barreiras físicas e rotinas de desconexão, sugerindo que computadores e aparelhos celulares sejam mantidos fora dos quartos durante o período de descanso, transformando o dormitório em um espaço exclusivo para o repouso.

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