
Eleição
Antonio Augusto/Ascom/TSE
A corrida eleitoral de 2026 promete ser marcada por uma renovação nos governos estaduais. Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 18 governadores estão impedidos constitucionalmente de buscar um novo mandato consecutivo.
Isso significa que, em dois terços das unidades da federação (cerca de 66%), a troca de comando é obrigatória, o que deve acirrar as disputas regionais e impactar diretamente as alianças para a presidência da República.
Fim de ciclo no Sudeste e Nordeste
A renovação será sentida com força nas regiões mais populosas. No Sudeste, apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) está apto a tentar a reeleição. Governadores como Romeu Zema (Novo-MG), Cláudio Castro (PL-RJ) encerram seus ciclos à frente de seus estados, devendo buscar outros cargos ou apoiar sucessores.
No Nordeste, reduto histórico da esquerda, nomes fortes também deixam o cenário estadual. Fátima Bezerra (PT-RN) e João Azevêdo (PSB-PB) estão na lista dos que não podem concorrer.
Por outro lado, governadores eleitos em 2022, como Jerônimo Rodrigues (PT-BA) e Elmano de Freitas (PT-CE), terão o direito de buscar mais quatro anos de mandato.
Situação dos Governadores para 2026
Confira abaixo a relação detalhada de quem está apto a permanecer no cargo e quem obrigatoriamente deixará a cadeira de governador.
❌ Quem NÃO pode concorrer à reeleição
Acre: Gladson Cameli (PP)
Alagoas: Paulo Dantas (MDB)
Amazonas: Wilson Lima (União Brasil)
Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
Goiás: Ronaldo Caiado (União Brasil)
Maranhão: Carlos Brandão (PSB)
Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil)
Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
Pará: Helder Barbalho (MDB)
Paraíba: João Azevêdo (PSB)
Paraná: Ratinho Júnior (PSD)
Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
Rondônia: Coronel Marcos Rocha (União Brasil)
Roraima: Antonio Denarium (PP)
Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSD)
Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos)
✅ Quem PODE concorrer à reeleição
Amapá: Clécio Luís (Solidariedade)
Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)
Ceará: Elmano de Freitas (PT)
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP)
Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
Piauí: Rafael Fonteles (PT)
Santa Catarina: Jorginho Mello (PL)
Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)
São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos)
O que esperar das campanhas
Com tantos governadores "fora do jogo" para a reeleição, eles são cotados para disputas ao Senado Federal ou até mesmo para compor chapas presidenciais, o que deve antecipar as articulações políticas já no primeiro semestre deste ano.
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