Band Eleições

Leite oficializa pré-candidatura à Presidência com ‘Manifesto ao Brasil’

Em texto divulgado nas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul afirmou que o Brasil não tem um problema de potencial, mas sim de direção

Da redação
DA REDAÇÃO

06/03/2026 • 10:59 • Atualizado em 06/03/2026 • 10:59

Eduardo Leite

Eduardo Leite

Vitor Rosa/Palácio Piratini

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), oficializou, nesta sexta-feira (6), sua pré-candidatura à presidência da República em publicação nas redes sociais. Ele também divulgou uma série de propostas em um texto intitulado “Manifesto ao Brasil”.

Compartilhar

Além de Eduardo Leite, o PSD possui mais dois nomes como pré-candidatos ao Planalto: Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e Ratinho Júnior, governador do Paraná. Um deles será escolhido pelo partido para disputar as eleições.

Segundo Eduardo Leite, o mundo atravessa uma “reorganização profunda de poder” e declarou que a globalização impulsionou crescimento e integração nas últimas décadas, cede espaço a uma disputa geopolítica aberta. “Potências reorganizam cadeias produtivas, ampliam investimentos em defesa, protegem tecnologias estratégicas. A inteligência artificial inaugura uma transformação sem precedentes na escala e na velocidade, reorganizando o mercado de trabalho e a base produtiva do mundo”.

Leite afirmou no texto que nada na história econômica moderna se compara ao impacto que “estamos, muito em breve, a experimentar”.

“O Brasil, porém, permanece dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução. Enquanto outras nações formulam estratégias para 20, 30, 50 anos, nós ainda discutimos o dia seguinte.”

Para Eduardo Leite, falta uma agenda clara de país e que o Brasil não tem um problema de potencial, mas sim de direção.

No texto intitulado “Manifesto ao Brasil”, Eduardo Leite sete pontos:

  • “O mundo mudou. E nós precisamos mudar com ele”;
  • “Governabilidade não é detalhe. É condição de futuro”;
  • “Responsabilidade fiscal é compromisso com os mais vulneráveis”;
  • “Produtividade é crescimento agora e justiça social de longo prazo”;
  • “Inteligência artificial: ameaça ou oportunidade?”;
  • “Um Brasil de Oportunidades para reconstruir a confiança no futuro”;
  • Um chamado à nossa responsabilidade histórica

No texto, Eduardo Leite pontua que a democracia é valor fundamental e um “ativo que precisamos preservar e nutrir, mas é, também, um sistema imperfeito que demanda soluções coletivas, exigindo diálogo, maturação e consensos. Muitas vezes seu ritmo se choca com a velocidade do mundo moderno.”

O gaúcho destacou que o país não está diante de uma eleição comum, mas sim de uma escolha entre “continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento”.

“A atual polarização tornou-se um fim em si mesma, o único projeto de país em discussão. Mas o que propomos não é meramente uma ruptura ideológica. É uma reconstrução estratégica.”

“O Brasil pode ser um país estável em um mundo instável. Pode ser potência energética e ambiental. Pode ser protagonista tecnológico. Pode oferecer prosperidade com democracia. Pode ser novo, diverso, criativo e ousado na direção de uma nação que lidera o seu futuro. Mas isso não acontecerá por inércia. Exige liderança, coragem e compromisso com as próximas décadas – não apenas com o próximo ciclo eleitoral. É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país”, finalizou.