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Meirelles escolhe ex-governador do RS Germano Rigotto para vice

Após presidenciável do MDB sondar a ex-prefeita de SP para a vaga, anúncio oficial ocorrerá em convenção no domingo, 5

DO ESTADÃO CONTEÚDO

04/08/2018 • 14:31 • Atualizado em 04/08/2018 • 14:38

O ex-governador do RS Germano Rigotto foi escolhido na noite de sexta-feira, 3

O ex-governador do RS Germano Rigotto foi escolhido na noite de sexta-feira, 3

Reprodução/Facebook

O ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto foi escolhido como vice na chapa do candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles. A definição foi feita na noite de sexta-feira, 3, durante reunião entre Meirelles e o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), no entanto, o anúncio oficial ocorrerá no domingo, 5, em convenção do MDB gaúcho.

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Antes de Rigotto, a senadora Marta Suplicy (SP) havia sido sondada pelo Palácio do Planalto e por dirigentes do MDB para compor a chapa ao lado do ex-ministro da Fazenda, mas a indicação não era consenso no comando da campanha. Ex-prefeita de São Paulo pelo PT, Marta decidiu se desfiliar do MDB e deixar a vida parlamentar.

Confirmado candidato do MDB em convenção realizada na quinta-feira, 2, Meirelles conta atualmente com 1% das intenções de voto, mas diz crescer nas pesquisas com o início da propaganda política na TV, no próximo dia 31. "Essa eleição ainda está em aberto e meu nome tem enorme potencial de crescimento", afirmou. O MDB fez aliança com o PHS, com cerca de 1 minuto e 40 segundos por bloco no horário eleitoral.

Ex-ministro da Fazenda no governo de Michel Temer e ex-presidente do Banco Central nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente preso da Lava Jato, Meirelles tenta associar sua imagem ao petista, que lidera as pesquisas.

Sob o slogan #ChamaOMeirelles, a estratégia da campanha do MDB é montada para mostrar o ex-comandante da economia como um candidato perseverante em crises, proporcionando resultados em qualquer governo. O objetivo é tentar evitar a associação do candidato ao Planalto a impopularidade de Temer. "A minha imagem é associada à minha história. Nós tiramos o Brasil da maior recessão ", diz Meirelles, que atribui as dificuldades enfrentadas pela economia à instabilidade eleitoral.