
Filme se baseia em um musical da Broadway de 2016
Reprodução Netflix
A carreira de Meryl Streep, dona do recorde de 21 indicações ao Oscar, é versátil e cheia de desafios. Mas ela só enfrentou algo novo recentemente, após 43 anos em frente às câmeras: o rap. A nova experiência está em “A Festa de Formatura”, musical dirigido por Ryan Murphy, que chega à Netflix neste sábado, 12.
Nicole Kidman, Kerry Washington e James Corden também estão entre as estrelas do filme que se baseia em um musical da Broadway de 2016, indicado seis vezes ao Tony.
Emma (Jo Ellen Pellman) deve lidar com a rejeição quando a presidente da associação de pais e mestres (Washington) a impede de levar a namorada Alyssa (Ariana DeBose) ao baile de formatura de da escola.
O que Emma não imagina é que um grupo de atores da Broadway, liderado por Dee Dee Allen (Streep) e Barry Glickman (Corden), tentarão combater o que consideram uma injustiça, mas não por altruísmo. Eles veem na cruzada de Emma a oportunidade de ressuscitar as carreiras, já que o espetáculo mais recente deles foi um grande fracasso. Esta será uma oportunidade que os colegas Angie (Nicole Kidman) e Trent (Andrew Rannells) também esperam aproveitar.
Graças a sucessos como as séries “Nip/Tuck”, “Glee”, “American Horror Story” e “Feud”, Murphy tem hoje status de estrela em Hollywood, especialmente na Netflix, onde tem um contrato de cinco anos no valor de US$ 300 milhões. Mas isso nem sempre foi assim para o diretor, produtor e roteirista, abertamente gay e ativista da inclusão.
“Quando estava começando a minha carreira, se você quisesse fazer um personagem ou um filme gay, basicamente, te davam apenas centavos. Tinha que implorar, pedir emprestado e roubar para fazer conteúdo que tivesse personagens LGTQ. Em ‘A Festa de Formatura’, não precisei convencer. Eles trataram como ‘Oh! Esse é um grande filme’”, contou ao The Hollywood Reporter.
Sobre a motivação para fazer parte do filme, Streep conta que o agente dela imaginou que ela não estaria interessada porque já havia tentado a sorte em musicais com “Mamma Mía!”.
“É baseado em algo real que aconteceu a uns garotos de Indiana e tem um final feliz, tudo que sonhamos em 2020. Queria muito fazer”, disse Meryl. “A minha personagem é uma grande babaca. Esforcei-me muito para destacar essa parte de mim”, disse.
Deu tudo certo, especialmente quando chegou o momento em que a atriz ganhadora de três Oscar teve que fazer um rap. “Creio que os fãs de Meryl vão ficar loucos por isso. Foi tão legal que usamos a primeira tomada que ela gravou, o que confirma que não há nada que Meryl Streep não possa fazer”, contou Murphy à revista Variety.
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