
Sirat concorre ao Oscar 2026
Quim Vives
A entrega do Oscar de Melhor Som para o filme "F1", da Apple, gerou uma discussão acalorada da noite nos estúdios da Band. Para muitos comentaristas, a vitória de uma produção voltada para o entretenimento sobre a obra internacional "Sirat" foi uma "afronta". Enquanto "F1" utiliza o som para aumentar a adrenalina das corridas, "Sirat" utiliza a sonoridade como uma linguagem profunda de incômodo, projetada para mexer nas feridas sociais do espectador de forma visceral.
A crítica destacou que "Sirat" é um filme tão impactante que o som causa reações físicas de desconforto, levando pessoas a abandonarem as sessões de cinema por não suportarem a carga dramática. A perda do prêmio para uma obra mais comercial foi vista como uma falta de sensibilidade da Academia em reconhecer quando o som é usado como ferramenta narrativa de vanguarda. Para os especialistas, "Sirat" merecia estar presente até mesmo na categoria de Melhor Filme, dada a sua originalidade e força.
Apesar da derrota técnica, o debate reforçou o status de "Sirat" como um dos grandes filmes da temporada. A obra, que trata de perdas e buscas por caminhos difíceis, utiliza o som para colocar o dedo na ferida, provando que o cinema de autor ainda consegue chocar e provocar o público de formas que as grandes plataformas de streaming muitas vezes não ousam. Para os críticos brasileiros, "Sirat" já é o vencedor moral da noite pela coragem de ser uma experiência cinematográfica inesquecível.
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