Ju Massaoka diz que quase perdeu o nariz após uso de PMMA sem consentimento

Jornalista relatou risco de necrose e reconstrução nasal após substância ser aplicada durante cirurgia estética anterior

Da redação

Por Da redação

Ju Massaoka diz que quase perdeu o nariz após uso de PMMA sem consentimento
Ju Massaoka
Reprodução/ Instagram @jumassaoka

A repórter Ju Massaoka relatou, nesta sexta-feira (1º), ter sofrido complicações severas em decorrência de uma rinoplastia onde foi aplicado PMMA sem a sua autorização. Durante participação no programa Mais Você, a jornalista afirmou que correu o risco de perder parte da estrutura nasal por necrose devido ao uso do produto à base de polimetilmetacrilato.

A descoberta da substância ocorreu quando a repórter buscou auxílio médico especializado após sentir dificuldades respiratórias constantes. Para solucionar o problema, ela precisou passar por procedimentos para correção de desvio de septo e uma intervenção no corneto nasal.

Durante essas novas cirurgias, a equipe médica identificou a presença do PMMA, o que alterou o planejamento cirúrgico e obrigou a reconstrução do nariz da jornalista. Conforme aponta o relato, a aplicação do material foi feita de forma oculta pelo profissional responsável pela rinoplastia anterior.

Ju Massaoka desabafou sobre o impacto emocional de descobrir que um material de alto risco foi injetado em seu corpo sem qualquer aviso prévio. "Isso foi colocado sem o meu conhecimento. Essa situação mexeu muito comigo. Me senti violada por ter passado por tanto risco", afirmou a repórter durante o depoimento.

O uso do PMMA para fins estéticos é alvo de monitoramento constante pelas autoridades de saúde brasileiras. Em março deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta oficial reforçando os perigos associados ao uso inadequado desta substância.

Segundo o órgão regulador, a aplicação incorreta do polimetilmetacrilato pode causar danos irreversíveis à saúde. Entre as principais complicações listadas pela Anvisa estão inflamações sistêmicas, embolia pulmonar e problemas neurológicos graves.

Conforme orienta a agência, pacientes devem ser rigorosos antes de realizar qualquer intervenção estética. É indispensável verificar se o produto utilizado possui registro e se o estabelecimento detém autorização de funcionamento. A Anvisa ressalta ainda que a qualificação do profissional responsável deve ser checada previamente. O órgão disponibiliza seu site oficial para que a população realize consultas sobre a regularidade de serviços e materiais antes de procedimentos cirúrgicos.

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