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Artistas lamentam a morte de Manoel Carlos: "Sempre viverá em nós"

A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, considerou Manoel Carlos como "um dos maiores nomes da dramaturgia nacional

Da Redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

10/01/2026 • 22:07 • Atualizado em 10/01/2026 • 22:15

Manoel Carlos

Manoel Carlos

Reprodução/Instagram/produtoraboapalavra

O autor Manoel Carlos morreu neste sábado (10) aos 92 anos de idade. Conhecido por suas inúmeras novelas passadas na zona sul do Rio de Janeiro, em especial o Leblon, e por suas "Helenas", o autor recebeu diversas homenagens de personalidades.

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A atriz Maitê Proença publicou um breve texto: "Ah, Maneco adorado. Voe bem leve, voe para paz. Leve junto nosso imenso amor e admiração."

Alguns artistas se manifestaram na postagem com o anúncio da morte de Manoel Carlos, feito pela produtora da família, a Boa Palavra, no Instagram. "Meu Deus! Meus sentimentos!", disse Paloma Bernardi. Carla Marins postou: "Maneco sempre viverá em nós através de seus personagens e histórias, ele é inesquecível".

Monique Curi, que trabalhou com o autor nos anos 1990, fez um desabafo: "Quantos papos, quanta inspiração, quanto carinho recebi dele e de toda a família. Em 1991, sofrendo de bulimia e depressão, foi a ele que eu pedi ajuda."

"E sim, ele me estendeu a mão e me deu um personagem na novela Felicidade. A partir dali eu resgatava a minha vida e me curava. A minha gratidão pelo Maneco será eterna", concluiu.

A ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, considerou Manoel Carlos como "um dos maiores nomes da dramaturgia nacional". "Sua obra vai seguir viva na memória e em nossa cultura!", disse. O ministério também emitiu uma nota de pesar oficial por conta da morte do autor.

Eduardo Paes (MDB), prefeito do Rio de Janeiro, considerou o autor como "um dos maiores cronistas do jeito de ser carioca". O especialista em telenovelas Nilson Xavier escreveu: "Obrigado por tudo e por tanto, Maneco".

Legado na teledramaturgia e as Helenas

O estilo de Manoel Carlos ficou marcado pelo realismo e pela exploração de dramas familiares ambientados, em sua maioria, no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Sua marca registrada foi a criação de protagonistas femininas batizadas de “Helena”, que se tornaram ícones da cultura popular brasileira em diferentes produções.

Entre os seus maiores sucessos estão as novelas Mulheres Apaixonadas, Laços de Família e Por Amor, além da minissérie Presença de Anitta. Maneco é amplamente reconhecido por sua capacidade de humanizar conflitos domésticos e transformar dilemas éticos em debates nacionais.

Pioneirismo e impacto social

Para além dos dramas familiares, Manoel Carlos é lembrado pelo pioneirismo em pautas de diversidade e representatividade na televisão brasileira. Ele foi o responsável por introduzir a primeira protagonista negra em uma novela do horário nobre da Rede Globo, a personagem Helena interpretada pela atriz Taís Araújo em Viver a Vida.

O autor também quebrou tabus ao escrever o primeiro beijo entre duas mulheres exibido no horário nobre da emissora, na novela Em Família. Suas obras frequentemente abordaram temas de utilidade pública, como doação de medula óssea e o tratamento de doenças degenerativas, gerando conscientização real na sociedade brasileira.