
Maria Paula não foi enganada por Marcelo VIP
Reprodução/Instagram
Marcelo Nascimento da Rocha, o Marcelo VIP, fez história ao enganar celebridades no "Recifolia" de 2001. O golpista, que morreu na terça-feira (9) em Curitiba, no Paraná, chegou a divertir algumas celebridades com o famoso golpe no Carnaval de Recife.
Ele faleceu aos 49 anos em decorrência de complicações hepáticas, uma doença crônica no fígado. A morte foi confirmada ao O Globo por seu advogado e amigo, Nilton Ribeiro, que mencionou que Marcelo era bariátrico.
No documentário "VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso", de Marina Caltabiano, a atriz e apresentadora Maria Paula contou que riu ao saber que Marcelo fingia ser Henrique Constantino, um dos fundadores da GOL Linhas Aéreas.
"Aquela cena tumultuada, Carnaval, todo mundo alegre, bebum já. Todos excitados, aquela coisa. Aí eu vi aquela cena hilária do pessoal falando que era o filho do dono da GOL, aí apontaram e eu: 'Mas não é mesmo'", disse, rindo.
Maria Paula chegou a avisar amigos íntimos para que não se aproximassem de Marcelo, já que ele não se passava de um farsante. "Eu conhecia o dono da GOL, a família inteira e ele não é dessa família de jeito nenhum. O pessoal fazendo foto, pagando um mico que as pessoas não poderiam imaginar", brincou.
Golpe virou filme estrelado por Wagner Moura
A fama de Marcelo Nascimento da Rocha se consolidou em 2001, com um golpe de extrema audácia. Durante uma festa em Recife (PE), ele se apresentou como Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas.
A farsa foi tão bem-sucedida que ele concedeu entrevistas a diversos programas de TV, enganando celebridades e figuras públicas, incluindo Amaury Jr., Ricardo Macchi, Marcos Frota e Carolina Dieckmann.
Ao longo de sua vida, Marcelo VIP acumulou condenações por associação ao tráfico, estelionato, falsidade ideológica e roubo de avião. Foi preso ao menos 12 vezes e protagonizou seis fugas do sistema prisional.
Sua história de golpes e evasões inspirou o filme VIPs - Histórias reais de um mentiroso, lançado em 2011 e estrelado por Wagner Moura. Na época das filmagens, Marcelo estava detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), no Mato Grosso.
Em 2014, ele progrediu para o regime semiaberto, cumprindo a pena em casa com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Contudo, em 2018, foi preso novamente por suspeita de forjar documentos para obter a progressão de regime. Nos últimos anos, ele buscou reformular sua vida, atuando como palestrante e escritor.
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