Bienal do Livro 2026: entenda polêmica envolvendo Ghostface e dark romance
Organizadores e editora se manifestaram após repercurssão de vídeos de teor sexual do mascarado com o público

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou oficialmente a editora Fruto Proibido após um vídeo viralizar nas redes sociais. No registro, uma jovem aparece beijando um homem mascarado dentro do estande do selo. O caso ocorreu no último domingo, 6 de setembro, durante o evento que segue até o dia 13, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital.
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Outros registros e sequências virais mostram o homem, que estava fantasiado de Ghostface, personagem da franquia Pânico, tirando fotos com leitores em poses sugestivas e chegando a segurar jovens no colo. A editora afirma não ter contratado o homem para nenhuma ação dentro do estande.
Após a repercussão, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo veio a público esclarecer que o episódio ocorrido dentro do espaço do expositor não integrava quaisquer publicações ou ações promovidas e autorizadas pela organização do evento.
"Os representantes do evento informaram que assim que tomaram conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável", diz nota enviada ao Estadão.
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A organização afirmou ainda que "não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento".
A editora Fruto Proibido afirmou, também em nota, que "não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara" e diz que adotará critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em seu espaço.
O que é a Editora Fruto Proibido?
A Fruto Proibido é uma editora independente dedicada ao segmento chamado de dark romance, traduzido livremente como romance sombrio. O subgênero explora elementos como violência, relacionamentos conturbados, cenas gráficas e explícitas, personagens moralmente complexos e dinâmicas de poder dentro das relações, sendo uma tendência que cresceu nos últimos anos tanto entre autores independentes quanto nas editoras tradicionais.
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Confira a nota da Bienal Internacional do Livro de São Paulo
"A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento.
Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável.
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento."
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Confira a nota da Editora Fruto Proibido
"A Editora Fruto Proibido vem a público esclarecer uma situação ocorrida em nosso estande durante a Bienal.
Imagens e vídeos envolvendo uma pessoa mascarada que esteve em nosso espaço ganharam repercussão nas redes sociais, acompanhados de interpretações de que sua presença teria sido organizada pela editora. Esclarecemos que a Fruto Proibido não contratou, convidou ou solicitou a presença dessa pessoa. Até aquele momento, não conhecíamos sua identidade nem tínhamos conhecimento sobre situações relacionadas à pessoa por trás da máscara.
Sua passagem pelo estande aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração. Foram feitas fotos, vídeos e conteúdos, assim como aconteceu com outros visitantes. As poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das próprias pessoas que se aproximaram para tirar fotos.
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Quando percebemos que a situação havia tomado uma proporção diferente, nossa equipe passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. Infelizmente, naquele momento, a situação já havia saído do nosso controle.
Reforçamos que a Editora Fruto Proibido não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara, especialmente fatos dos quais não tínhamos conhecimento no momento dos registros.
Lamentamos profundamente toda a repercussão e qualquer desconforto causado à nossa comunidade, leitores, autores e parceiros.
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O ocorrido nos serve de aprendizado. Redobraremos nossos cuidados e adotaremos critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em nosso espaço durante eventos, buscando evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
A Fruto Proibido preza por um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos.
Editora Fruto Proibido."
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*Com informações do Estadão Conteúdo
