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Brasil é a nova Coreia do Sul? Entenda o "boom" do cinema nacional no Oscar

Ascensão de "O Agente Secreto" levanta debate sobre a necessidade de décadas de investimento contínuo para consolidar o país como potência cinematográfica global

Da redação
DA REDAÇÃO

15/03/2026 • 20:55 • Atualizado em 15/03/2026 • 20:55

Fernanda Torres e Walters Salles no Oscar 2025

Fernanda Torres e Walters Salles no Oscar 2025

Aude Guerrucci/Reuters

A comparação entre o fenômeno sul-coreano de "Parasita" e o atual momento do cinema brasileiro dominou os debates na Band durante a noite do Oscar 2026. Especialistas apontam que o sucesso de "O Agente Secreto" não é um evento isolado, mas o reflexo de uma trajetória de amadurecimento técnico e narrativo. No entanto, para que o Brasil alcance o patamar da Coreia do Sul — mantendo uma presença constante e vitoriosa nas premiações — o país precisa entender que o cinema exige políticas de Estado que transcendam governos e ideologias.

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O ator Gregório Grazioli ressaltou que uma cinematografia forte não se constrói da noite para o dia. São necessários programas de incentivo contínuos para que talentos como o de Kleber Mendonça Filho e Walter Salles não sejam apenas "estrelas brilhantes" isoladas, mas parte de uma indústria sólida. O exemplo da Coreia do Sul mostra que o investimento massivo no setor audiovisual gera um ciclo de exportação cultural que coloca o país no centro das atenções mundiais por anos seguidos.

A discussão reforçou que, embora o Brasil já possua prestígio nos grandes festivais como Cannes e Berlim, a chegada definitiva ao Oscar depende de uma infraestrutura de distribuição e campanhas de marketing robustas. O reconhecimento internacional de "O Agente Secreto" é visto como uma oportunidade de ouro para que o país consolide seu próprio ritmo de aparições na Academia, transformando o "jeitinho brasileiro" em uma marca de excelência cinematográfica global.

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