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Cantora iraniana é condenada a 74 chibatadas após se apresentar sem hijab

Artista foi punida pelo tribunal de Qom após cantar música patriótica sem véu; decisão também proíbe o exercício de sua carreira por dois anos

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19/06/2026 10:57 • Atualizado há 127 dias

Cantora iraniana é condenada a 74 chibatadas após se apresentar sem hijab

A cantora iraniana Parastoo Ahmadi, 29, foi condenada a 74 chibatadas em público por se apresentar sem o hijab, o véu tradicional islâmico, durante uma transmissão ao vivo. A artista interpretou uma canção patriótica, intitulada "As Khoone Javane Vatan" ("Do Sangue da Juventude da Pátria"), durante a live realizada em dezembro de 2024.

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A sentença foi proferida pelo tribunal criminal da província de Qom, considerada o coração religioso e centro de poder político conservador do Irã, possuindo um peso comparável ao Vaticano para os católicos. Além da cantora, oito integrantes de sua equipe de produção também receberam condenações.

Apesar de terem sido detidos brevemente após a transmissão, que alcançou milhões de visualizações no YouTube, os artistas foram inicialmente liberados. A nova decisão, contudo, além das chibatadas, impôs a Parastoo Ahmadi e seu grupo uma proibição de dois anos de deixar o país e de exercer qualquer atividade artística. O tribunal justificou a medida alegando ofensa à moral pública pela divulgação de "conteúdo vulgar" on-line.

A punição imposta pelas autoridades iranianas gerou indignação entre defensores dos direitos humanos. Segundo Moein Khazaeli, advogado especializado na área, a legislação penal do país não criminaliza a atuação musical de mulheres.

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"Cantar, apresentar música e produzir ou divulgar obras musicais por parte de mulheres não são atos criminalizados pela legislação penal iraniana", afirmou o advogado.

O Irã é governado por um regime teocrático que estabelece o hijab como símbolo de devoção religiosa. A cidade de Qom, onde a sentença foi aplicada, abriga o maior seminário xiita do mundo e serve como base para a maioria dos grandes aiatolás do país, que ditam as diretrizes religiosas vigentes na nação.

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