Acadêmicos de Vigário Geral: tudo sobre o desfile na Série Ouro 2025
Acadêmicos de Vigário Geral desfila na Série Ouro do Carnaval 2025 do Rio de Janeiro; saiba tudo sobre o enredo, comissão de frente, alas, musas e mais:

Enredo: "Ecos de um Vagalume". Em 2025, a Vigário Geral invoca as letras do jornalista e realiza o encontro de dois cronistas muito populares: o próprio Vagalume, coroado como Rei do Carnaval, e a escola de samba, autêntica intérprete das ruas do Rio de Janeiro. É para exaltar a vida dos que sobrevivem nas rachaduras da urbe idealizada que as crônicas de Francisco Guimarães atravessarão a Sapucaí.
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Comissão de frente:
Significado: Epifanias Literárias Coreógrafo Handerson Big 15 Componentes masculinosA comissão representa o próprio jornalista Francisco Guimarães envolto as suas anotações e publicações, sobre personagens que sempre estiveram à sombra na sociedade. Ao mesmo tempo em que se nota a presença física dele, vemos também ele na forma híbrida entre homem manuscrito e a sua famosa alcunha, o vagalume.
Nome do mestre-sala: Diego Jenkis
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Nome da porta-bandeira: Thaina Teixeira
Fantasia: anoitecer no Rio
O que representa: depois que o Sol repousa no horizonte, a Lua ilumina os notívagos. É ela que vai guiar os passos de Vagalume pelo Rio de Janeiro que ainda não está nos jornais. Sua jornada começa na noite que o 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos de Vigário Geral representam. Uma noite azul escuro como a do pavilhão da escola e com o brilho dourado dos astros noturnos.
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Abre-alas: lampejos de uma noite carioca
O que representa: a primeira alegoria do desfile representa o universo de práticas culturais que Vagalume jogou luz, enquanto cronista da noite carioca na coluna Ecos Noturnos. Foram bares, teatro ligeiro, operetas, circos de cavalinhos e outras formas de entretenimento que o povo negro, suburbano e pobre frequentava em seu tempo livre. Distante dos grandes bailes e do Theatro Municipal com suas companhias europeias, Vagalume mostrou que a diversão do pobre também merecia as folhas dos jornais.
Destaques principais:
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- Jorge Luz – Fantasia: mestre do picadeiro
Semi-destaques frontais:
- Fantasia: Luz do Entretenimento
Semi-destaques traseiros:
- Fantasia: Brilho da Noite
Composições:
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Significado: damas do cabaré
Velha-guarda:
Significado: respeitável público
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Pela primeira vez na história da Vigário Geral, a velha-guarda vem no carro abre-alas. Essa posição é uma homenagem aos primeiros boêmios da escola, povo que, ao longo dos anos, Carnaval após Carnaval, é guardião do samba. Além disso, atores do Musical “Benjamim, O Palhaço Negro” interpretam uma trupe de teatro mambembe em frente à boca de cena da alegoria para representar as peças populares e o teatro de rua que Vagalume cobriu em suas noites de cronista.
Segunda alegoria: a legitimação do axé
O que representa: a segunda alegoria do desfile apresenta o resultado do trabalho de Vagalume sobre as religiões africanas. Ao deixar de lado o tom condenatório em voga durante a Primeira República, que inclusive criminalizava essas práticas, o cronista legitimou o axé nas páginas dos diários cariocas ao celebrar rituais, cerimônias e figuras com admiração e respeito ao longo da sua série de reportagens intitulada Mistérios da Mandinga. A alegoria celebra a herança religiosa destes homens e mulheres que Vagalume destacou em suas crônicas.
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Destaque principal:
Frontal-inferior:
- Leonardo Diniz – Fantasia: espírito ancião
Destaque principal frontal-superior:
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- Edmilson – Fantasia: religiosidade africana
Destaque principal superior:
- Robson Pantoja – Fantasia: fé ancestral
Semi-destaques laterais:
Significado: Herança Religiosa
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Composições:
Significado: raízes afro-brasileiras
Esta alegoria reúne Babalorixás e Yalorixás da cidade do Rio de Janeiro convidados pela Mãe Márcia Marçal em homenagem ao povo do Axé, que ainda hoje luta por respeito e reconhecimento. Ela também traz os baluartes da escola, figuras de destaque da comunidade que contribuem com a realização do desfile.
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Terceira alegoria: o rei da folia popular
A última Alegoria do desfile da Acadêmicos de Vigário Geral representa a coroação do Vagalume como maior cronista da folia popular. Ela reúne símbolos do carnaval que durante anos o jornalista deu destaque em seus textos. Ao colocar nas páginas dos jornais a alegria do povo, Vagalume contribuiu para o reconhecimento das práticas culturais negras e periféricas. Sua coluna Clubs e Foliões foi, por décadas, a maior referência sobre práticas culturais do Rio de Janeiro.
Destaques principal central:
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- Paulo Cavalcante – Fantasia: Alegria Momesca
Semi-destaques superiores:
Significado: folia coroada
Semi-destaques laterais:
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Fantasia: seguidores do cortejo carnavalesco
Semi-destaques inferiores:
Fantasia: filhas do Carnaval
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Composições:
Significado: foliões dos antigos Carnavais
Esta alegoria traz o ator, dramaturgo, ativista e articulador cultural Rodrigo França representando o Vagalume coroado em sua parte frontal. Tanto o trabalho de Rodrigo na atualidade quanto o de Francisco Guimarães antigamente tem como ponto de partida o protagonismo do povo preto. Além disso, familiares de Francisco Guimarães também se fazem presentes nesta homenagem na varanda frontal da alegoria.
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Ala 1 – baianas – exaltação à boemia
Ala 2 – reportagem da madrugada
Rainha da escola – Andréa Jordi – céu estrelado
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Ala 3 – o primeiro mandingueiro
Musa – Natália Sordyl – a travessia do atlântico
Musa – Raphaella Nascimento – mar africano
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Ala 4 – a caravana negra
Musa – Alessandra Prudêncio – ancestralidade malê
Musa – Dom Yann – Marabu
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Ala 5 – Assumano, o príncipe dos alufás
Ala 6 – Abedé De Ogum
Ala 7 – Alabá De Omolu
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Ala 8 – festa no terreiro
Musa – Patty Frey – sabedoria afro-brasileira
Ala 9 – raízes baianas
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Ala 10 – Dudu Das Neves, trovador popular
Ala 11 – sinhô-rei
Ala 12 – passistas – o Carnaval dos pequenos salões
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Rainha de bateria – Carol Padilha – inspiração quimbundo
Ala 13 – bateria – lalu de ouro, bom de pernada
Musa – Réguita Teixeira – festa da turma dos cronista carnavalescos
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Musa – Marcelly Frazão – nobre amor dos fevereiros
Ala 14 – concursos carnavalescos
Ala 15 – compositores – guardiões do estribilho
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Musa – Angela Nascimento – coroa de flores
Ala 16 – festa da penha, o segundo carnaval
Musa – Marta Laleska – devoção suburbana
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3º alegoria – o rei da folia popular
Ala 17 – amigos da imprensa carnavalesca
Samba-enredo
Autores do samba-enredo: Marcelinho Santos, João Vidal, Romeu d'Malandro, Jorginho Via 13, Julio Cesar, Telmo Augusto, Mauricio Amorim, Marcos Barberino, Edu Casa Leme, Ricardo Simpatia, Rafael Gonçalves e Totonho.
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Caneta preta na branquitudeMeu lume é atitude, vaga no ecoarA mente acesa pra redigirA lua a persistir, subúrbio de inspirarÉ que a escuridão ilumina à farolA quem não tem lugar ao solSou, por eles, lona armadaPelos trilhos da escritaVou “servindo” um prato cheio por quem vive de marmita
São ecos noturnos, pelos submundos eu vou bandearDeixa serenar...Vadeia!Lá no alto do morro pedimos socorro para o orixá!Ô Deixa girar...Bambeia!
Madrugadeou…onde o samba faz moradaE ao som da batucada, copo cheio, pele nuaÉ perfume da rua, lançado por notas musicaisNobre amor dos fevereiros dos antigos carnavais
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O sino da igrejinha faz belém-blém-blom
Astro Rei que anuncia, que o nego tem batenteCom prazer sou Vagalume pra acender a sua menteEu vivi há muito tempo pra mudar os amanhãsE lembrar que quem quiser será Francisco GuimarãesA cultura do povo… tem a cor do BrasilUm diploma na mão faz calar o fuzilNos jornais da história um lugar mais igualPra não esquecer de quem deu a vida a Vigário Geral
Caneta preta na branquitudeMeu lume é atitude, vaga no ecoarA mente acesa pra redigirA lua a persistir, subúrbio de inspirar
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É que a escuridão ilumina à farolA quem não tem lugar ao solSou, por eles, lona armadaPelos trilhos da escritaVou “servindo” um prato cheio por quem vive de marmitaSão ecos noturnos, pelos submundos eu vou bandearDeixa serenar...Vadeia!Lá no alto do morro pedimos socorro para o orixá!Ô Deixa girar...Bambeia!
