
Artistas impressionaram com os movimentos no carro que representava a invenção da roda
Marcos Arcoverde/Estadão Conteúdo
Os acrobatas que se apresentaram correndo em torno de um globo no desfile da Unidos de Vila Isabel foram descobertos quase que por acaso pelos coreógrafos da escola, Kelly Siqueira e Léo Senna.
O grupo é da Favela do Aço, no bairro de Santa Cruz, e faz parte de uma ONG chamada Acaps (Ação Comunitária de Apoio Psicossocial).
"A gente abria seleção e eles vinham para fazer performance individual, mas não sabíamos que eram todos do mesmo grupo", disse Kelly.
Neste domingo, os artistas impressionaram com os movimentos no carro que representava a invenção da roda. Foram dois meses de ensaios até a exaustão. "Teve dor e resistência, eles tinham que parar para entender como fazer com cada um. E tinha a dificuldade de acertar com o samba", lembra Senna.
No número de dança vertical, os acrobatas vinham presos por uma espécie de cadeirinha de alpinismo, com uma barra ligada ao globo onde andavam, corriam e, é claro, dançavam e cantavam. "É uma ressignificação do alpinismo", disse Senna.
"O Paulo (Barros) veio com a ideia, mas não sabia como faria. E a gente fez acontecer", disse Kelly.
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