Carnaval

Após testes, Portela desiste de usar componentes em alegoria

Carro sobre o rio Nilo teria pessoas em canoas, que circulariam em uma estrutura de trilhos

ROMULO TESI, DO RIO DE JANEIRO

03/03/2017 • 19:35 • Atualizado em 03/03/2017 • 20:02

Ricardo Moraes/Reuters

[template id="10000012224" tipo="galeria"]O carro sobre o rio Nilo era um dos mais esperados no desfile da Portela, no próximo sábado, dia 4, no Sambódromo, às 22 horas. A alegoria traria componentes em espécies de canoas, que circulariam em uma estrutura com trilhos, subindo até o topo e passando para o outro lado. Mas a escola desistiu da ideia após os testes.

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Durante os ensaios, verificou-se que o motor da estrutura não tinha força para projetar as canoas com pessoas dentro do alto até o outro lado. Por isso, e por precaução a troca por bonecos, bem mais leves, mesmo que tirando o efeito inicial desejado pelo carnavalesco Paulo Barros.

Um vídeo que circula por grupos de Whatsapp mostra um teste do carro com pessoas.

A Portela faturou seu 22° título com o enredo sobre rios. A escola fez um desfile que beirou a perfeição, em um Carnaval marcado por acidentes e falhas. De quebra, Paulo Barros ganhou seu quarto Carnaval, sendo três pela Unidos da Tijuca.

Desfile

A escola levou para a Sapucaí um enredo sobre a água e fez um desfile que fluiu perfeitamente pela Avenida.

Quinta a desfilar na noite de segunda-feira (27), a agremiação apresentou o espetáculo Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar, fazendo amplo uso das suas cores, o azul e branco, além de colocar água de verdade no tripé que acompanhou a comissão de frente e no seu carro abre-alas.

Além do tempo que a Azul e Branco estava sem vencer, o título veio após um ano muito conturbado para a Portela, que foi abalada há cinco meses pelo assassinato do seu presidente, Marcos Falcon, que era candidato a vereador.