
Baianas do Império Serrano desfilando sem saia
Foto enviada pelo leitor Bruno Carvalho
O Império Serrano - ou o Carnaval todo - viveu um dos dias mais tristes da sua história na madrugada deste sábado, 22. A tradicional agremiação, nove vezes campeã do Grupo Especial, e desfilando este com um enredo feminista - "Lugar de mulher é onde ela quiser!", cruzou a Marquês de Sapucaí com as baianas sem saias.
A escola foi a última a desfilar no primeiro dia da Série A, principal divisão de acesso do Carnaval carioca.
As saias não foram entregues a tempo e, ainda assim, a maioria das baianas desfilou sem a indumentária típica, apenas com bermudas. Há relatos de que algumas componentes chegaram a desistir e não desfilaram. Pelo regulamento, cada agremiação deve ter pelo menos 35 componentes na ala, e deve ser punida com perda de pontos caso apresente número inferior.
Desde cedo, as notícias sobre os problemas com o Império circularam pelas redes sociais. A fantasia da bateria também atrasou, e alguns ritmistas desfilaram sem chapéu.
Algumas alas apresentaram o mesmo problema, de roupas com partes faltando. Já os carros alegóricos passaram com falhas de acabamento visíveis.
A presidente da escola, Vera Lúcia, desfilou como destaque em um dos carros, mas foi hostilizada por parte do público no Sambódromo, sobretudo os torcedores imperianos.
Na noite de sábado acontece o segundo dia do desfile, mas o Império já é considerado um dos mais cotados para o rebaixamento - caem duas escolas para a terceira divisão, cujas agremiações se apresentam na Estrada Intendente Magalhães, no bairro do Campinho, próximo de Madureira, terra do Império.
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