
Bloco Céu na Terra desfila pelas ruas de Santa Teresa
Divulgação
Formada por oito blocos que desfilam pela zona sul e pelo centro do Rio de Janeiro, a Liga Carnavalesca Amigos do Zé Pereira aposta em uma grande festa em prol da conscientização das questões ambientais e sociais. O objetivo é oferecer, em 2020, um Carnaval de rua alegre, gratuito e acessível a todos e que – ao mesmo tempo – levante bandeiras como a inclusão social, a empatia e a sustentabilidade.
Integrante da liga, o bloco Orquestra Voadora arrastará milhares de foliões pelo Aterro do Flamengo no dia 25 de fevereiro, às 15h. A novidade neste ano está na inclusão de integrantes com necessidades especiais no seu cortejo. Com ajuda de recursos de acessibilidade (audiodescrição, texto ampliado, braile e libras), diversas pessoas com deficiência aprenderam a tocar instrumentos e participarão da orquestra e do desfile.
Já o bloco Céu na Terra, que desfila em Santa Teresa, trará para o seu Carnaval a pluralidade do povo brasileiro. Os cortejos dos dias 15 e 22 de fevereiro, ambos às 7h, levarão a Bahia para as ruas do Rio de Janeiro, contando a história de resistência da cultura afro-brasileira em nosso país. Ritmos do candomblé, como ijexá, se misturarão ao samba e a outros clássicos da MPB.
No Quizomba, bloco do Circo Voador que desfila pela Lapa, o tema deste ano será sustentabilidade, com direito a adereços feitos com material reciclados e lixeiras de garrafa PET. No dia 29 de fevereiro, às 10h, a cantora Roberta Sá estará à frente do cortejo, como madrinha de bateria. Obviamente, a questão da água contaminada no Rio não vai passar em branco, com uma paródia da marchinha Cachaça não é água.
Fazem parte da Liga ainda os blocos Vagalume, O Verde (25 de fevereiro, às 10h), que fará coleta seletiva do livro produzido pelo cortejo; Toca Rauuul (23 de fevereiro, às 15h); Laranjada (23 de fevereiro, às 8h); Último Gole (25 de fevereiro, às 17h), que sairá em defesa da preservação da Amazônia; e A Rocha da Gávea (25 de fevereiro, às 8h), que traz o enredo Mais amor, por favor com o objetivo de gerar mais empatia nos foliões durante o ano todo.
"Considero o Carnaval de rua do Rio de Janeiro a festa mais democrática do mundo. Em um mesmo bloco, você brinca com pessoas totalmente diferentes, que estão ali pelo mesmo propósito: se divertir. Todos celebram juntos e misturados. E por que não aproveitar essa grande vitrine par alevantar bandeiras importantes e conscientizar os foliões? Questões [que] podem ser tratadas de forma livre, leve e divertida", explica Rodrigo Rezende, produtor cultural e presidente da Liga dos Amigos do Zé Pereira.
A expectativa da organização é levar mais de 300 mil foliões para as ruas cariocas neste Carnaval, oferecendo uma festa com respeito e união, de forma democrática e sem abadás ou cordas.
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