Carnaval

Botafogo Samba Clube: tudo sobre o desfile na Série Ouro 2025

Botafogo Samba Clube desfila na Série Ouro do Carnaval 2025 do Rio de Janeiro; saiba tudo sobre o enredo, comissão de frente, alas, musas e mais:

Por Redação
REDAÇÃO

24/02/2025 • 14:58 • Atualizado em 24/02/2025 • 14:58

Enredo: “Uma gloriosa história em preto e branco” contará a origem do Botafogo de Futebol e Regatas, desde a etimologia do nome, passando pelos grandes ídolos e conquistas.

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1º Setor: A Origem do Nome

Comissão de frente: Botafogo, O Galeão

Coreógrafo: Jardel Augusto Lemos

15 componentes masculinos

O que representa: a comissão de frente apresenta em dois atos a chegada e as conquistas do herói e sua tripulação no Rio de Janeiro até a transformação da dinâmica da cena para revelar em salto histórico os jogadores do Botafogo Futebol e Regatas, “O Mais Tradicional”.

O desfile começa com o maior navio de guerra de seu tempo. Com canhões “boca de fogo”, o São João Baptista, apelidado “Botafogo”. E a chegada do “capitão artilheiro” e seus comandados, em terras cariocas. (Ato 01).

Em seguida, a transformação acontece e a comissão representa, o já time formado e conquistador de glórias (Ato 02).

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Diego Moreira e Beatriz Paula

Fantasia: “Batalha Naval”

O que representa: referências às batalhas navais na era das descobertas. Sobre o azul do mar, elementos náuticos e trajes de época.

Ala 1: grupo de performance – Regata, nas águas da enseada.

Ala 2: banhistas

Ala 3: damas – Glamour de uma época

Musa do abre-alas: Julyana Cruz, Era de Glamour.

1º alegoria: abre-alas – O Pavilhão Mourisco e a Belle Époque Botafoguense.

O bairro de Botafogo teve uma história gloriosa, já foi considerado o lugar mais elegante do Rio. Machado de Assis o descreveu como aristocrático, ao ser retratado no romance “Quincas Borba”, um local cheio de palacetes com seus nobres salões. No período entre o final do séc. XIX e princípio do séc. XX., a cidade do Rio de Janeiro, então capital federal, passou por intensas modificações urbanas, culturais e sociais. A moda e os costumes da sociedade, durante a época chamada “Belle Époque” também se modificaram, acompanhando a transformação estética vivida pela cidade. O Pavilhão Mourisco foi um edifício na Av. Beira Mar em Botafogo encomendado na gestão do Prefeito Pereira Passos.

Destaques Principais: Eloá Siqueira – Fantasia: La Fille Sur Le Capot Regina Explosão – Fantasia: O Garbo de uma Era

2º setor: A belle Époque Botafoguense

Ala 4: velha guarda – Os primeiros “torcedores”.

Rainha de Bateria: Malu Torres – Glória Alvinegra

Ala 5: bateria – Seleção de 1910 do Glorioso

Ala 6: passistas – Brasão do Football Club

2º casal de mestre-sala e porta-bandeira Mestre-sala: Marvyn Souza Porta-bandeira: Giselly Assumpção Significado da Fantasia: “O basquete e a fusão”

Ala 7: grupo de performance – O gramado e a bola

Musa carro 2: Natalie De Ferrari – Bola no campo

2º alegoria: A Fusão, O Campo e o Escrete

Em julho de 1942, durante uma partida de basquete, entre o Club de Regatas Botafogo, de 1º de julho de 1894, e o Botafogo Football Club, nascido em 12 de agosto de 1904, o jogador Albano, do Botafogo Football Club, morreu no intervalo, em quadra, após um infarto fulminante. O time estava ganhando por 23 a 21. O então presidente do Clube de Regatas Botafogo, Augusto Frederico Schimidt, declarou que a vitória seria do oponente. O presidente do time adversário respondeu: “Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor, o Botafogo”. E os dois decidiram unir as equipes. Com a fusão, o Botafogo de Futebol e Regatas foi fundado no dia 8 de dezembro do mesmo ano. Ninguém cultua mais os ídolos que a própria torcida do Botafogo. São os botafoguenses os responsáveis pelo Muro dos Ídolos, em frente à Sede de General Severiano. A história gloriosa é contada por meio de craques que brilharam com a camisa. Ao completar o centenário do Football Club, em 2004, o Botafogo promoveu um desafio: montar o time do século. Entre tantos “convocados”, a alegoria homenageia 11 entre tantas estrelas: Manga, Nilton Santos, Sebastião Leônidas, Marinho Chagas, Carlos Alberto Torres, Heleno de Freitas, Garrincha, Didi, Gerson, Jairzinho, PC Caju.

Destaques Principais: Leila Mathias – Fantasia: A Estrela Solitária

3º setor: Um Só Botafogo

Ala 8: compositores – Entre o oficial e o popular.

Ala 9: o hino.

Ala 10: Lalá, o Rei das marchinhas: carnavalescas e do futebol

Ala 11: crianças – Um pato como mascote

Ala 12: Biriba e a cachorrada

Ala 13: troféu Elihu Root.

Ala 14: troféu Taça Brasil.

Ala 15: a taça do mundo é nossa!

Ala 16: fogão olímpico.

3º casal de mestre-sala e porta-bandeiraMestre-sala: Vinicius Paes Porta-bandeira: Jéssica RamosSignificado da Fantasia: “O Olímpico Niltão”

Musa carro 3: JulieChang e Christina Barreto – Vitória

3º alegoria: Tuas Glórias

O carro representa as conquistas alvinegras em diversos esportes, nas categorias masculinas e femininas, simbolizadas em troféus estilizados. Glórias iniciadas pelo remo, que fez o Botafogo ser o primeiro clube carioca a ganhar o primeiro título esportivo, em 1902. No futebol, a lista é extensa de conquistas. Campeonato Carioca: 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989, 1990, 1997, 2006, 2010, 2013 e 2018; a Taça Rio São Paulo (em 1961/1962, 1964, 1966 e 1998); a Taça do Brasil (correspondente ao Brasileirão) em 1968. Taça Guanabara: 1967, 1968, 1997, 2006, 2009, 2010, 2013 e 2015; Taça Rio: 1989, 1997, 2007, 2008, 2010, 2012, 2013 e 2023. Campeonato Brasileiro Série B: 2015 e 2021; Taça Conmebol 1993 e os Campeonatos Brasileiros de 1995 e 2024. Em 2024, o Botafogo alcança o título inédito: a Glória Eterna, ao vencer o Atlético, em Buenos Aires na Argentina, na decisão da Copa Libertadores da América.

Ala 17: baianas – Dalva e o firmamento

Ala 18: grupo de performance – A estrela solitária

Ala 19: torcidas organizadas – Torcida alvinegra

Letra do Samba-enredo

Compositores: Aline Bordalo, Ricardo Góes, Gutemberg Kunta, Julinho Dojuara, Mauricio Almeida, Fernando de Lima, Daniel Bomfim e Serginho Machado Intérprete: Emerson Dias

E “bota fogo” na avenida, incendeia!Sangue alvinegro na veiaSangue alvinegro na veiaMeu sentimento não consigo descrever!Sou Botafogo até morrer!!

Partiu o meu galeãoArtilheiro, origem da louca paixãoTeu passado conhecerEstrela solitária, ilumina meu ser!Tu és a terra conquistada, sesmariaNa linda enseada, calmariaA luz do firmamento, um vencedorRelembro das lutas e nossas vitóriasA Praia que nos traz tantas memóriasA fibra que acende essa emoçãoÉ preta e branca a devoção

Gloriosa luzCoração pulsouTu és a força deste eterno amor!

Lalá, nosso hino virou poesia!E ser escolhido por ti me arrepiaUm salve ao generalÀs nossas tradiçõesMitos e superstiçõesEu vou pro Niltão com a massaPra levantar mais uma taçaAtletas que o mundo aplaudiu, que constelação!Meu time virou seleção!!!E ninguém cala esse nosso amorÉ assim que eu canto, é por ti Fogo!