
Mais de 600 trios elétricos arrastaram multidões
Reynaldo Felix e Marcelo Wance/Divulgação
A maior festa do Brasil não é uma mera expressão que define o Carnaval de Salvador. Ninguém pode falar que experimentou de tudo nessa vida até sentir na pele o que acontece nessa terra. Para todo o lado que se olha é possível ver indícios do por que a folia baiana recebeu esse título.
É difícil explicar o que motiva os mais de 770 mil turistas, nacionais e internacionais que chegam à cidade, seja de navio, ônibus ou avião, segundo informações da Secult (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo). Talvez seja a alegria das pessoas, a energia positiva de ver uma multidão seguindo um trio elétrico, ou então o calor e as belezas naturais da paisagem, ou mesmo o tempero da comida.
Talvez seja tudo isso junto, alinhado a uma estrutura gratuitamente instalada pela própria Prefeitura de Salvador. O governo do estado da Bahia investiu 70 milhões de reais com o planejamento de tudo. E de acordo com a assessoria do gabinete, estima-se que o Carnaval movimentou cerca de 1,7 bilhões de reais na economia local.
Grande parte desse montante é proveniente da rede hoteleira e de alimentação. Porém, muitos turistas consomem produtos e serviços nas ruas. Por isso, foram cadastrados 3500 vendedores ambulantes para atender uma média de dois milhões de pessoas por dia.
Além dos sete circuitos oficiais, mais dez palcos foram montados nos bairros e ilhas da cidade para conseguir entreter os foliões com mais de 700 apresentações, 600 trios elétricos, com e sem corda, totalizando mais de mil horas de músicas ininterruptas.
Do nascer ao pôr do sol, o clima de festividade contagia até mesmo aqueles que não são tão fãs assim do Carnaval. Mesmo sem conhecer as canções, não tem como ficar parado. Na verdade, não tem como não se apaixonar por Salvador, e tudo que vem junto no pacote.
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