
Dikneshes do bloco Olodum durante desfile no Pelourinho
Divulgação/Magali Moraes/Instagram
No centro histórico de Salvador, o som dos batuques é inconfundível. Uma das marcas do Carnaval da cidade, mais que um bloco, o Olodum consegue mudar a perspectiva de vida de milhares de jovens.
"O Olodum é o primeiro bloco a ter um projeto sócio cultural no Brasil e esse projeto eu tive a honra de fazer parte, o Olodum me adotou desde os meus nove anos de idade", conta o vocalista Lucas di Fiori.
Criado para ser apenas uma opção de lazer aqui no Pelourinho, o Olodum completa esse ano 40 anos de Carnaval com o patamar de banda percussiva mais importante do Brasil.
E, como sempre, o desfile se torna manifestação de combate à discriminação social ao som de samba reggae. "A gente vai sempre tocar nessa tecla e valorizar esse ritmo que foi criado pela gente", diz Mateus Vital, também vocalista do grupo.
A linha de frente da percussão foi formada por mulheres. Com o tema Mãe, Mulher, Maria – Uma História de Mulheres, o protagonismo feminino esteve presente com as dikneshes da percussão, durante o desfile pelo circuito Batatinha, na última sexta-feira, 21.
"[Dikneshes] são mulheres que contribuíram para a valorização da cultura, contribuíram para a história do Olodum e contribuíram também para a mudança de uma sociedade mais democrática e igualitária", explica Aquataluxe Rodrigues, conselheira.
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