
Mocidade Independente de Padre Miguel perdeu o título por um décimo
Divulgação/Facebook
O Carnaval do Rio parece ainda não ter acabado. Nesta segunda-feira, com a divulgação das justificativas dos jurados, verificou-se um erro no julgamento de enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel. Erro esse que acabou custando o título da escola da zona oeste - a Portela ficou com o primeiro lugar, encerrando um jejum de 33 anos.
Em sua justificativa, o julgador Valmir Aleixo diz que tirou um décimo (ele deu a nota 9,9) da Mocidade em enredo por causa da ausência de um destaque de chão chamado “O esplendor dos sete mares”. No entanto, o tal destaque não está previsto no livro Abre-Alas (clique e veja o roteiro), publicado no site da Liesa, que serve de roteiro para a apresentação, e representantes da escola garantem que não havia indicação alguma ao componente.
A Portela venceu com 269,9 pontos, contra 269,8 da Mocidade, vice-campeã. Se o julgador não tivesse tirado o décimo em enredo da agremiação de Padre Miguel, as duas escolas terminariam empatadas. O desempate, pela ordem, só sairia em Comissão de Frente, onde a Mocidade teve 30 pontos, contra 29,9 da Portela. Em suma, a Mocidade seria a campeã.
"(A escola) Não apresentou o destaque de chão ‘O esplendor dos 7 mares’, que executa função narrativa dentro do enredo, comprometendo, assim, sua leitura", escreveu Aleixo em sua justificativa.
Nas redes sociais, o vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, mostrou-se indignado. "Como é que se faz quando se descobre que o Carnaval nos foi tirado por conta de um 'equívoco' de um determinado jurado? Nível máximo de irritação!!!!", declarou.
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