
A fantasia da rainha Renata Spallici tem 50 mil cristais Swarovski
Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo
O samba-enredo escolhido pela escola para voltar ao grupo reconta a história da quilombola Tereza de Benguela, que foi uma importante figura de resistência à escravidão imposta aos negros do Mato Grosso, ela foi apresentada pela escola na comissão de frente e foi reverenciada como realmente deveria ter sido, cercada de súditos com trajes africanos em um ritual dançante. A Barroca espera que sua homenagem seja premiada e que garanta a vaga da escola para o próximo ano do desfile de Carnaval.
Renata Spallici, rainha de bateria da escola, contou que se sente alegre e emocionada por ter a oportunidade de entrar no sambódromo liderando a Barroca. “Pura emoção, uma alegria imensa, mas o que define mesmo é a emoção”, completou Renata. A rainha teve uma rotina especial para se preparar para o evento, sua dieta foi adaptada para que o corpo ideal pudesse ser alcançado.
Para a roupa da rainha de bateria, a escola criou uma fantasia com 50 mil cristais Swarovski. Além da roupa, a escola preparou seu carro com objetos brilhantes, eles simbolizam as riquezas que foram tomadas durante a época da colonização. Os animais usados nos carros alegóricos buscaram passar uma imagem mais agressiva da África, os predadores utilizados como modelo mostravam a raiva passada pelo povo negro que foi escravizado.
Ainda no desfile, a Barroca trouxe para a avenida carros alegóricos com referências às origens dos povos negros da África. Outro tema abordado pela escola foi a crueldade das corrente para os povos que eram escravizados, sejam nas roupas usadas nos desfile quanto nas coreografias que simbolizaram a crueldade do sistema. A escola foi responsável por abrir o desfile em sua volta ao grupo especial, depois de 15 anos ausente.
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