
Tia Surica: Não poderia morrer, né?
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Aos 75 anos, a sambista Tia Surica, um dos nomes mais importantes da velha guarda da Portela, teve que ser afastada por alguns momentos do meio da empolgação que se instalou na Marquês de Sapucaí quando a agremiação a conquistou o título de campeã do Carnaval carioca deste ano.
Na hora da nota que definiu a Portela como vencedora, Tia Surica chegou a ser encaminhada para uma ambulância, mas quem a acompanhava desistiu da ideia porque ela conseguiu convencer aqueles que estavam preocupados que não era preciso que um médico a visse.
Em entrevista ao Portal da Band, a veterana contou que não se sentiu mal, mas que foi afetada pela euforia dos portelenses e a emoção de sua escola vencer após um jejum de 32 anos sem um título - o troféu anterior da Azul e Branco foi conquistado em 1984, quando dividiu o título com a Mangueira, enquanto a última vitória solo datava de 1970.
“Não senti [mal-estar], é a emoção, eles sufocam muito, um me puxava, o outro também, a imprensa vem muito em cima”, disse.
“Eu não poderia morrer, né? Tantos anos sem um título, vou morrer agora? Tenho que ver mais outros campeonatos”, acrescentou aos risos.
Segundo ela, o carnavalesco Paulo Barros, que conquistou o 4º título do Grupo Especial em sua carreira, deve continuar na Portela, onde está há dois anos.
“Ainda não sei [se ele continua], mas acho que sim, Ele se adaptou à família portelense e vai continuar, se Deus quiser”, afirmou.
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