
Jesus Cristo da Mangueira: negro, de cabelo descolorido e com o corpo crivado de balas
Ricardo Moraes/Reuters
A Mangueira ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter, os trending topics, na madrugada desta segunda-feira, 24. Ou quase isso. Por causa do desfile na Marquês de Sapucaí, sobre Jesus Cristo, o termo "Jesus" teve 342 mil menções no Brasil.
Na rede social, o desfile recebeu elogios e críticas pela releitura que o carnavalesco Leandro Vieira fez sobre Jesus: negro, favelado e até vítima de violência policial - como foi encenado na comissão de frente da escola.
Já outra alegoria, uma das mais comentadas, mostrava um Jesus Cristo crucificado, mas no lugar da imagem clássica, a escola usou a escultura de um menino negro, com o cabelo descolorido e o corpo perfurado de balas. Sobre a cabeça, no lugar da inscrição "INRI", uma placa escrito "negro". Nas cruzes de outros componentes, a frase "só ame" escrita.
No entanto, a polêmica não começou com o desfile. Desde que o enredo foi anunciado, a escola vem sofrendo ataques de setores cristãos. A agremiação foi alvo de um abaixo-assinado contra a apresentação desta noite e foi ameaçada de processo na Justiça.
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