Carnaval

Metade das mulheres já sofreu assédio no Carnaval

Em Belo Horizonte, a prefeitura instalou até um “alarme de pânico” que pode servir para as foliãs

Da Redação
DA REDAÇÃO

22/02/2020 • 19:10 • Atualizado em 22/02/2020 • 19:10

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[template id="16767557" tipo="video"]Quase metade das mulheres que pulam Carnaval em blocos relata já ter sofrido algum tipo de assédio.

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Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, quase metade (48%) das brasileiras já sofreu assédio ou importunação sexual em festas de carnaval pelo País. As maiores vítimas são mulheres entre 16 e 24 anos. 50% delas afirmam que já foram vítimas de constrangimentos verbais e 22% relataram constrangimento físico.

A pesquisa colheu dados de duas mil pessoas e mostrou ainda que 1 em cada 5 homens concordam que roubar um beijo de surpresa em uma festa faz parte da paquera. Já 9% dos homens entrevistados consideram que segurar pelo braço é um jeito comum e aceitável de abordar uma mulher.

Em Belo Horizonte, a prefeitura reforçou o sistema de videomonitoramento nas praças, ruas e avenidas da capital durante o Carnaval, e ainda implantou um “alarme de pânico” que os foliões podem usar para fazer denúncias, avisar sobre um possível assalto e outras ocorrências. A pessoa é vista em tempo real pelo centro integrado de operações de Belo Horizonte e é atendida imediatamente por agente.

Campanha Band Folia

Entrando no combate ao assédio, a Bandeirantes também vem defendendo a bandeira do respeito no meio da pipoca. Com o mote de “RESPEITO SIM E NÃO É NÃO”, a campanha chama atenção dos foliões para os casos de importunação sexual que são considerados crimes no Brasil.

Veja todos os vídeos da campanha:

Carnaval: Respeitar os limites do corpo é essencial

Roubar beijo na folia pode ser crime de importunação sexual

Dança com mão na cintura indesejada na folia pode configurar crime