Carnaval

“Não recomendo a prostituição, muito abalo", afirma polêmica Andressa Urach

Musa da Porto da Pedra quebra o silêncio em entrevista reveladora sobre os bastidores de sua vida, o retorno à Sapucaí e a defesa de direitos para mulheres invisibilizadas

Hanna Rahal
HANNA RAHAL

15/02/2026 • 21:14 • Atualizado em 15/02/2026 • 21:14

Após 13 anos longe da Sapucaí, Andressa Urach retorna ao Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 com uma nova persona. Agora musa da Porto da Pedra, a criadora de conteúdo adulto utilizou o espaço para promover um debate político e social sobre a prostituição, profissão que exerce e que serviu de inspiração para uma ala histórica da agremiação.

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Em entrevista exclusiva à repórter Hanna Rahal, do Band Folia, Urach surpreendeu ao adotar um tom mais cauteloso sobre sua escolha de carreira. Apesar de ser uma das maiores vendedoras de conteúdo adulto no país, ela foi enfática: "Eu não incentivo as mulheres a irem para a prostituição. Não recomendo esse caminho. Mas eu sei que quem faz, faz porque precisa".

Fé, preconceito e política

Andressa, que viveu uma fase religiosa intensa, revelou que precisou vencer "crenças limitantes" para pisar novamente no sambódromo. Segundo ela, o Carnaval é um lugar onde "Deus se faz presente pelo amor e sacrifício das pessoas".

A modelo defendeu que a sociedade e as autoridades precisam encarar a existência de mulheres trabalhadoras do sexo — algumas com mais de 70 anos que ainda sustentam suas casas — com menos hipocrisia e mais direitos. "Elas não têm políticas públicas, não têm aposentadoria, não têm proteção. A Porto da Pedra foi corajosa em dar voz a quem é silenciada", afirmou.

Relação com filho e marketing de polêmicas

Questionada sobre as críticas que recebe pela parceria profissional com seu filho, Arthur Urach, que filma seus conteúdos, Andressa foi incisiva. Ela descreveu o filho como um "homem de verdade", educado e respeitoso, contrastando-o com o que chamou de "conservadores de fachada".

"Eu faço à luz do dia o que as pessoas fazem na escuridão. O marketing é que minha pior notícia é sempre a próxima. As pessoas se chocam porque eu conto o que faço", explicou. Para ela, a exposição midiática é uma ferramenta de trabalho que sustenta sua família e paga seus impostos. "Podem julgar minhas tatuagens e minha aparência, mas Deus vê o meu coração", concluiu.