
Escola levou até vampiro com uma faixa presidencial, em alusão a Michel Temer
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A Marquês de Sapucaí testemunhou neste domingo mais uma de suas noites históricas. Em um Carnaval que prometia ser o mais politizado em muitos anos - talvez desde a década de 1980 -, a Paraíso do Tuiuti se posicionou e promoveu uma grande crítica às condições do trabalhador brasileiro.
A escravidão acabou em 1888, com a Lei Áurea? Pelo o que a Passarela do Samba viu, a Tuiuti acha que não é bem assim.
Uma das alas mais comentadas no pré-Carnaval, a dos manifestantes fantoches, tinham componentes vestidos com camisas alusivas às da CBF, segurando frigideiras e colheres de pau. Eles levavam ainda um pato como uma boia e uma grande mão, de onde pendiam cordas presas ao corpo dos desfilantes. Neste domingo, a ala passou no teste e foi uma das mais saudadas.
No último carro, um componente escreveu "Fora, Temer" na frigideira que compunha a fantasia. Na mesma alegoria, um vampiro com uma faixa presidencial fazia uma clara alusão ao presidente Michel Temer (PMDB), em um tipo de crítica ácida que a Sapucaí não via há muito tempo.
No final do Sambódromo foram ouvidos gritos de "Fora, Temer", e a escola chegou à Praça da Apoteose ovacionada. Enquanto isso, no Twitter, a Tuiuti surgia no primeiro lugar dos trending topics.
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