Carnaval

Péricles celebra "título de cidadão baiano" e anuncia show com Motown

Em entrevista exclusiva, o "Rei da Voz" detalha turnê com Ferrugem, a emoção de ser avô e como a música black americana moldou seu canto

Júlia Cabral
JÚLIA CABRAL

15/02/2026 • 19:26 • Atualizado em 15/02/2026 • 19:26

Péricles

Péricles

Divulgação

O ano de 2026 promete ser um dos mais marcantes na trajetória de Péricles. O artista, que nasceu em Santo André (SP), revelou que agora ostenta com orgulho o título de "cidadão baiano" — reconhecimento de uma conexão profunda com Salvador, cidade que ele considera seu segundo lar. "Sou baiano de coração e papel passado", brincou o cantor, que costuma incluir sucessos do "Pagodão" baiano, como Léo Santana e Xande de Pilares, em seus shows pelo mundo.

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Péricles também aproveitou para elogiar o novo projeto de samba de Ivete Sangalo, o "Clareou". Os dois dividiram o palco recentemente na Arena Fonte Nova, e o cantor não poupou elogios à composição da baiana. "A música é linda e a construção me permitiu dar o meu melhor na interpretação. Fiquei muito feliz com o resultado", afirmou o ícone.

Rock in Rio e a influência da Motown Records

Para os fãs que esperam grandes espetáculos, Péricles confirmou dois projetos gigantescos: a turnê "As Vozes", em parceria com o cantor Ferrugem, e uma apresentação icônica no Rock in Rio, onde fará um tributo à lendária gravadora Motown.

O cantor explicou que seu cuidado com arranjos vocais e sua técnica de canto bebem diretamente da fonte da música black norte-americana. "Tudo o que eu faço vem de ouvir Stevie Wonder, Michael Jackson e Smokey Robinson. Nada mais justo do que levar essa influência para o palco do Rock in Rio em um projeto que estamos alinhavando há um ano", revelou.

Vovô Péricles e homenagem a Jorge Aragão

Além dos palcos, o coração do cantor bate forte pela chegada de um novo membro na família. Péricles confirmou, emocionado, que será vovô este ano: "É tanta felicidade que eu ainda não sei dizer o que sinto".

Encerrando o papo com uma dose extra de emoção, o "Rei da Voz" cantou à capela um trecho de Lucidez, clássico de Jorge Aragão que ele gostaria de ter composto. Ele relembrou ainda a parceria recente com o compositor Kleber Augusto, que utilizou inteligência artificial para recuperar a voz em uma colaboração inédita após enfrentar um câncer nas cordas vocais — um momento que Péricles define como "primoroso".

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