Carnaval

Presidentes de escolas defendem Carnaval robusto

Chiquinho, da Mangueira, pede estrutura melhor e fala em fatalidades; Horta, da Tijuca, diz que festa deve ser gigante

ROMULO TESI, DO RIO DE JANEIRO

28/02/2017 • 11:39 • Atualizado em 28/02/2017 • 11:39

Acidente com carro alegórico deixou 20 pessoas feridas

Acidente com carro alegórico deixou 20 pessoas feridas

Daniel Pinheiro/AgNews

No Carnaval dos erros, quebras e acidentes, sobraram questionamentos sobre os motivos dos problemas em série que aconteceram em 2017. É normal que desfiles tenham percalços, mas não há notícia de um volume tão grande em uma única edição da festa. Em dois dias, houve atropelamento por carro alegórico, quebra e a queda de uma estrutura, com vários feridos, alguns em estado grave.

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O presidente da Mangueira, atual campeã, Francisco de Carvalho, diz que é parte da rotina que os carros das escolas sejam fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros. Ele classifica os acidentes como azar.

"O que aconteceu foram algumas fatalidades. Dou o exemplo de quando cai um avião. Ele foi feito para não cair. Se a gente precisa sentar para conversar e ver se há como melhorar, acho sempre bom", declarou.

Chiquinho, como é conhecido, também refuta a ideia de que alegorias sejam reduzidas para evitar a chance de problemas. E cobra a prefeitura por melhorias na estrutura do Sambódromo.

"O Carnaval é o maior espetáculo do mundo e há 40 anos, desde que frequento, vem dando certo. A gente lamenta os acidentes e torce para que tudo corra bem. A estrutura em torno do Sambódromo precisa melhorar muito, mas isso é com a prefeitura, e nós vamos continuar dando espetáculo", disse o dirigente.

"Gigante"

Opinião semelhante tem o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta. O dirigente concedeu a entrevista durante a concentração, portanto antes do problema com o carro da escola. Horta também cobra a Prefeitura, defende que os Carnaval das escolas não diminua e faz uma sugestão para melhorar a curva na esquina da Avenida Presidente Vargas, onde as escolas concentram, e a Marquês de Sapucaí.

"A estrutura para entrar na avenida é muito ruim. Todo ano acontecem coisas como essa (referindo-se ao acidente com a Tuiuti e com o carro da União da Ilha). Uma ponte que aumentasse o espaço para os carros manobrarem e entrarem de primeira na avenida poderia resolver o problema. Mas as escolas não devem diminuir o Carnaval, ele é gigante", disse Horta, que também reclamou da quantidade de "curiosos" na concentração.

"Isso tudo nós temos que discutir na Liesa, mas a Prefeitura precisa fazer as obras que cobramos há muito tempo", concluiu.

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