
Acidente com carro alegórico deixou 20 pessoas feridas
Daniel Pinheiro/AgNews
No Carnaval dos erros, quebras e acidentes, sobraram questionamentos sobre os motivos dos problemas em série que aconteceram em 2017. É normal que desfiles tenham percalços, mas não há notícia de um volume tão grande em uma única edição da festa. Em dois dias, houve atropelamento por carro alegórico, quebra e a queda de uma estrutura, com vários feridos, alguns em estado grave.
O presidente da Mangueira, atual campeã, Francisco de Carvalho, diz que é parte da rotina que os carros das escolas sejam fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros. Ele classifica os acidentes como azar.
"O que aconteceu foram algumas fatalidades. Dou o exemplo de quando cai um avião. Ele foi feito para não cair. Se a gente precisa sentar para conversar e ver se há como melhorar, acho sempre bom", declarou.
Chiquinho, como é conhecido, também refuta a ideia de que alegorias sejam reduzidas para evitar a chance de problemas. E cobra a prefeitura por melhorias na estrutura do Sambódromo.
"O Carnaval é o maior espetáculo do mundo e há 40 anos, desde que frequento, vem dando certo. A gente lamenta os acidentes e torce para que tudo corra bem. A estrutura em torno do Sambódromo precisa melhorar muito, mas isso é com a prefeitura, e nós vamos continuar dando espetáculo", disse o dirigente.
"Gigante"
Opinião semelhante tem o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta. O dirigente concedeu a entrevista durante a concentração, portanto antes do problema com o carro da escola. Horta também cobra a Prefeitura, defende que os Carnaval das escolas não diminua e faz uma sugestão para melhorar a curva na esquina da Avenida Presidente Vargas, onde as escolas concentram, e a Marquês de Sapucaí.
"A estrutura para entrar na avenida é muito ruim. Todo ano acontecem coisas como essa (referindo-se ao acidente com a Tuiuti e com o carro da União da Ilha). Uma ponte que aumentasse o espaço para os carros manobrarem e entrarem de primeira na avenida poderia resolver o problema. Mas as escolas não devem diminuir o Carnaval, ele é gigante", disse Horta, que também reclamou da quantidade de "curiosos" na concentração.
"Isso tudo nós temos que discutir na Liesa, mas a Prefeitura precisa fazer as obras que cobramos há muito tempo", concluiu.
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